Política

Reunião reservada entre Lula e Moraes movimenta bastidores do STF

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Reunião reservada entre Lula e Moraes ocorre após a abertura de inquérito sobre relações com o Banco Master, gerando controvérsias  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 27/01/2026, às 19h22



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um almoço reservado com o ministro do STF, Alexandre de Moraes, em meio a uma crise na Corte relacionada a reportagens sobre magistrados e o Banco Master, evidenciando tensões institucionais.

O encontro, que não foi registrado nas agendas oficiais, ocorreu após a escolha de Wellington César Lima para o Ministério da Justiça e abordou principalmente questões de segurança pública, em um contexto de investigações sobre a quebra de sigilo fiscal de ministros do STF.

Este foi o segundo encontro entre Lula e Moraes em janeiro, seguindo uma reunião ampliada no Palácio do Planalto, e acontece em um cenário de crescente pressão sobre a Corte, exacerbada por contratos financeiros envolvendo membros do STF.

Resumo gerado por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um almoço reservado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em Brasília, em meio à crise que atingiu a Corte após a divulgação de reportagens envolvendo magistrados e o Banco Master. O encontro não constou nas agendas oficiais de nenhuma das autoridades.

Segundo três fontes do governo e do Judiciário ouvidas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, Lula e Moraes almoçaram a sós no mês de janeiro. A reunião ocorreu em um momento de tensão institucional, marcado por questionamentos sobre relações entre integrantes do STF e a instituição financeira.

Aliados do presidente e do ministro afirmam que o tema central da conversa foi a segurança pública. O encontro ocorreu na esteira da escolha do ex-procurador Wellington César Lima para o comando do Ministério da Justiça, pasta estratégica na articulação entre o Executivo e o Judiciário.

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Encontro ocorre após abertura de inquérito e crise no STF

O almoço reservado foi o segundo encontro entre Lula e Alexandre de Moraes em janeiro. No dia 15, o presidente recebeu o ministro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de outros integrantes do governo, em uma reunião ampliada no Palácio do Planalto.

A audiência ocorreu um dia após Moraes determinar, de ofício, a abertura de um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam quebrado de forma irregular o sigilo fiscal de ministros do STF e de seus familiares.

Em dezembro, Lula também se reuniu em um almoço reservado com o ministro Dias Toffoli, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo. O encontro, revelado pelo colunista Lauro Jardim, contou ainda com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Tanto Toffoli quanto Moraes foram citados em reportagens que apontam relações consideradas atípicas com o Banco Master. No caso de Moraes, a imprensa revelou que a instituição financeira firmou contrato com o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

De acordo com reportagem da colunista Malu Gaspar, o contrato previa o pagamento global de R$ 129 milhões, em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. As informações ampliaram a pressão sobre a Corte e reforçaram o clima de crise institucional nos bastidores de Brasília.

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