Política

Republicanos nega apoio a Flávio Bolsonaro e amplia isolamento da pré-campanha do senador

Foto: Cristiano Zanin
Senador Rogério Marinho desmente rumores sobre apoio condicionado à indicação de Marcos Pereira ao STF. Em contrapartida, partido Republicanos nega negociações com Flávio Bolsonaro.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Cristiano Zanin
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 12/07/2026, às 15h10



O cenário para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) tornou-se mais complexo neste domingo. Após especulações de que teria firmado um acordo com o senador em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) para o seu presidente nacional, o deputado Marcos Pereira, o partido Republicanos divulgou uma nota pública negando qualquer negociação concluída. Segundo a legenda, não houve sequer conversas formais com o senador “há mais de um mês”.

O Republicanos foi enfático ao declarar que qualquer decisão sobre alianças será tomada exclusivamente em convenção nacional e que, no momento, a sigla realiza consultas internas para definir seu rumo. A nota ainda descartou categoricamente um apoio ao presidente Lula, mas revelou um cenário de “frustração” interna com o desempenho da pré-campanha de Flávio.

A resposta do PL

Em contrapartida, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, emitiu uma nota à imprensa desmentindo “de forma categórica” a informação de que qualquer apoio estaria condicionado à indicação de Marcos Pereira para o STF. Marinho classificou a hipótese como “absolutamente falsa” e afirmou que a construção de alianças pelo PL é baseada em “convergência de princípios” e “alinhamento programático”.

Isolamento e desgaste

O desencontro público entre as siglas reflete um momento delicado para o projeto bolsonarista. Informações de bastidores apontam que pesquisas internas encomendadas pelo Republicanos indicaram um desgaste da imagem de Flávio e uma preferência por neutralidade entre os quadros do partido, além de ressaltarem que a briga pública entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem impactado negativamente a campanha.

Além do Republicanos, outros partidos de centro, como o União Brasil e o PP, já haviam sinalizado anteriormente uma postura de distanciamento, o que acende um sinal de alerta para a equipe de articulação do senador, que busca consolidar uma base de apoio nacional para enfrentar a disputa de 2026.

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