Política

Racha na esquerda do RN expõe temor de repetição de 2022 e amplia crise em torno da chapa ao Senado

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As articulações da base governista do Rio Grande do Norte enfrentam novos desafios com a disputa por vagas ao Senado em 2026  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 19/05/2026, às 11h45



As articulações da base governista do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 voltaram a enfrentar turbulências nos bastidores políticos.

O principal foco de tensão agora envolve a disputa pelas vagas ao Senado e o espaço ocupado pelo Rafael Motta dentro do grupo aliado da governadora Fátima Bezerra.

Setores da esquerda potiguar passaram a demonstrar preocupação com a possibilidade de repetição do cenário eleitoral de 2022, quando a fragmentação de candidaturas no campo governista acabou favorecendo a vitória do senador Rogério Marinho.

Nos bastidores, lideranças avaliam que uma candidatura de Rafael Motta ao Senado poderia dividir votos de maneira semelhante ao que ocorreu na disputa passada entre ele e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves.

Declaração de Samanda amplia desconforto interno

A crise ganhou força após declarações da vereadora Samanda Alves, nome do PT cotado para o Senado, que evitou confirmar apoio automático à candidatura de Rafael Motta para a segunda vaga na chapa majoritária.

Embora a fala tenha sido pública de forma moderada, integrantes da base interpretaram o posicionamento como um recado político diante do crescimento de Rafael dentro do grupo aliado.

Apesar do desconforto interno, Fátima Bezerra e o secretário estadual Cadu Xavier, apontado como pré-candidato do PT ao Governo do Estado, reforçaram recentemente que Rafael Motta e Samanda Alves seguem como os nomes do grupo para o Senado.

Disputa agora envolve Jean Paul Prates

Outro elemento que ampliou a tensão dentro da aliança governista envolve o ex-senador Jean Paul Prates.

Segundo informações de bastidores, lideranças do PT e partidos aliados estariam tentando barrar a indicação de Jean Paul como primeiro suplente de Rafael Motta, abrindo espaço para acomodar outra legenda na composição eleitoral.

Lideranças do PT e partidos aliados estariam tentando barrar a indicação de Jean Paul como primeiro suplente de Rafael Motta, abrindo espaço para acomodar outra legenda na composição eleitoral.
Lideranças do PT e partidos aliados estariam tentando barrar a indicação de Jean Paul como primeiro suplente de Rafael Motta, abrindo espaço para acomodar outra legenda na composição eleitoral.

No entanto, interlocutores ligados ao PDT afirmam que o acordo entre Rafael e Jean Paul já teria sido formalizado por meio de contrato político contendo cláusulas de garantia e até previsão de multa em caso de rompimento.

A eventual retirada de Jean da composição poderia provocar uma crise interna no PDT e gerar desgaste político para Rafael Motta em meio às negociações da chapa governista para 2026.

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