Política

Quem serão os próximos senadores do RN? Entenda o papel do cargo e conheça os candidatos de 2026

Senado Federal
A eleição de 2026 vai colocar novamente o Rio Grande do Norte diante de uma escolha que terá reflexos para além da política estadual, a de dois senadores  |   BNews RN - Divulgação Senado Federal
Redação

por Redação

[email protected]

Publicado em 09/08/2026, às 18h16



Em outubro, os eleitores potiguares terão a responsabilidade de escolher dois nomes para ocupar as cadeiras do estado no Senado Federal, em uma disputa que reúne parlamentares que já conhecem o Congresso, políticos que tentaram outros cargos, lideranças sindicais, representantes de movimentos sociais e nomes que chegam pela primeira vez a uma eleição para a chamada Câmara Alta.

O Senado não é apenas mais uma etapa da carreira política. A Casa possui atribuições específicas dentro do sistema institucional brasileiro e participa de decisões que podem interferir diretamente na economia, nas contas públicas, nas relações federativas, na Justiça e na composição de órgãos estratégicos do Estado.

Diferentemente da Câmara dos Deputados, onde a representação é proporcional à população de cada unidade da Federação, o Senado garante o mesmo número de representantes para todos os estados. São três senadores por estado e três pelo Distrito Federal, totalizando 81 parlamentares. 

Em 2026, entretanto, o Rio Grande do Norte não escolherá três novos senadores: como ocorre na renovação alternada da Casa, duas das três cadeiras potiguares estarão em disputa. 

O cenário ganhou seus contornos definitivos após o encerramento das convenções partidárias, em 5 de agosto. 

Ao todo, 13 nomes foram homologados pelos partidos e federações para concorrer às duas vagas destinadas ao Rio Grande do Norte

A relação reúne Coronel Hélio, Gari Wendell Batista, Guilherme Mosca, Luciana Lima, Clóvis Costa do Coletivo Nós, Rafael Motta, Rosália Fernandes, Samanda Alves, Sandro Pimentel, Sônia Godeiro, Styvenson Valentim, Tércio Tinoco e Zenaide Maia. 

A homologação partidária, porém, ainda não significa que todas as candidaturas estejam definitivamente aptas para a votação. Os partidos têm até 15 de agosto para encaminhar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral, que analisará a documentação e as condições de elegibilidade. 

A propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. 

Por que o Senado é tão importante?

Para entender o peso da eleição, é necessário compreender primeiro o que faz um senador. O Congresso Nacional brasileiro é bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. 

As duas Casas participam do processo legislativo, mas possuem composições, formas de eleição e competências próprias.

Os senadores representam os estados e o Distrito Federal. O mandato é de oito anos, enquanto a renovação ocorre a cada quatro anos, alternando entre um terço e dois terços das cadeiras. 

Cada senador também é eleito com dois suplentes, que podem assumir o mandato em determinadas situações de afastamento ou vacância. 

A atuação parlamentar envolve a discussão, análise, alteração e votação de projetos de lei. Um texto pode começar sua tramitação na Câmara ou no próprio Senado, dependendo da matéria e de quem o apresenta. 

Depois de aprovado por uma Casa, pode seguir para a outra, onde será analisado antes de eventual sanção presidencial ou promulgação, conforme o caso.

Mas a atuação de um senador vai muito além da votação de projetos.

O parlamentar também participa da fiscalização do Poder Executivo, acompanha políticas públicas, analisa a aplicação de recursos e pode atuar em comissões responsáveis por aprofundar debates sobre temas de interesse nacional.

É justamente nesse ambiente que o Senado exerce parte significativa de sua influência institucional.

As competências que são exclusivas do Senado

A Constituição Federal estabelece atribuições que pertencem especificamente ao Senado Federal. Entre elas está o julgamento, nos crimes de responsabilidade, do presidente e do vice-presidente da República e de outras autoridades previstas constitucionalmente.

A Casa também participa da análise das indicações feitas pelo presidente da República para cargos de grande relevância institucional. Dependendo da função, o indicado precisa passar por sabatina e receber aprovação dos senadores.

Entram nessa categoria, por exemplo, ministros do Supremo Tribunal Federal, procurador-geral da República, presidente e diretores do Banco Central, além de outras autoridades cuja indicação depende de aprovação do Senado. 

Outra competência importante envolve as operações externas de natureza financeira de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O Senado também possui papel na definição de parâmetros relacionados ao endividamento dos entes federativos.

Na prática, isso significa que uma eleição para senador pode produzir efeitos sobre temas que ultrapassam a realidade imediata do estado representado.

Uma eleição diferente da Câmara dos Deputados

Outra característica fundamental é a forma como o senador é escolhido.

A eleição para o Senado utiliza o sistema majoritário. Em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos, e os dois mais votados no Rio Grande do Norte conquistarão as cadeiras em disputa. 

O sistema é diferente daquele utilizado para deputado federal e deputado estadual, que é proporcional. 

Isso também modifica a estratégia das campanhas. Em vez de uma disputa por dezenas de cadeiras distribuídas proporcionalmente entre partidos e federações, os candidatos ao Senado enfrentam uma corrida concentrada em apenas duas vagas. 

Cada candidatura precisa buscar votos em todas as regiões do estado e, ao mesmo tempo, construir uma identidade capaz de diferenciá-la em um universo com diversos concorrentes.

A disputa também tem uma particularidade importante: o eleitor precisa escolher dois nomes.

Isso abre espaço para diferentes combinações de voto e faz com que as alianças políticas tenham um peso considerável na construção das chapas majoritárias.

Quem pode ser candidato ao Senado?

A Constituição estabelece uma idade mínima de 35 anos para quem pretende disputar uma vaga no Senado. 

Também são exigidas condições como nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição e filiação partidária, observadas as demais regras previstas na legislação eleitoral.

Depois da escolha em convenção, o partido ou federação precisa apresentar o pedido de registro à Justiça Eleitoral. É nesse momento que a candidatura passa pela análise formal da Justiça Eleitoral.

Por isso, no momento atual da eleição de 2026, é importante diferenciar candidatura homologada em convenção de candidatura registrada e apta após análise judicial. O prazo para o registro termina em 15 de agosto. 

Os 13 nomes que disputam as duas vagas do RN

Com as convenções encerradas, o eleitor potiguar chega à fase de campanha diante de um dos cenários mais diversificados da disputa pelo Senado no estado.

nomes com experiência parlamentar, candidatos que já participaram de eleições majoritárias, representantes do sindicalismo, professores, profissionais da saúde, empresário, militar da reserva, vereador e uma candidatura coletiva.

Confira a trajetória de cada um.

Coronel Hélio — PL

Hélio Imbrosio de Oliveira, conhecido politicamente como Coronel Hélio, tem 61 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Coronel aviador da reserva da Força Aérea Brasileira, também atua como empresário e possui formação em Ciências Aeronáuticas.

Sua entrada mais efetiva na política ocorreu a partir das manifestações de rua de 2014. O militar passou posteriormente a disputar eleições e, em 2020, concorreu à Prefeitura de Natal pelo então PRTB.

No cenário partidário atual, Coronel Hélio preside o PL em Natal e exerce função de diretor de Relações Institucionais da Associação dos Polos Industriais do Rio Grande do Norte.

Em 2026, teve o nome homologado pelo PL para concorrer ao Senado. Ele integra a chapa majoritária que tem Álvaro Dias como candidato ao Governo e divide o espaço destinado ao Senado com o atual senador Styvenson Valentim. 

Gari Wendell Batista — AGIR

A candidatura de Wendell Batista dos Santos, conhecido como Gari Wendell Batista, leva para a disputa uma trajetória marcada pela atuação profissional na limpeza urbana.

Natural de Mossoró, ele tem 48 anos e trabalha como gari há 19 anos. Também possui formação superior em Administração pela Universidade Potiguar e em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Morador de Natal há cerca de 25 anos, Wendell já havia tentado ingressar na política eleitoral. Em 2012, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Natal pelo PRP. Em 2020, voltou a concorrer ao Legislativo da capital, desta vez pelo Democracia Cristã, mas não foi eleito.

Em 2026, filiou-se ao AGIR e teve sua candidatura ao Senado homologada pela legenda. O partido decidiu lançar duas candidaturas para a Casa: além de Wendell, apresentou o Coletivo Nós. 

Guilherme Mosca — UP

Professor da rede estadual de ensino, Guilherme Mosca construiu sua trajetória política a partir da atuação na área da educação e dos movimentos ligados à organização dos trabalhadores.

Morador da Vila de Ponta Negra, em Natal, participa do Movimento Luta de Classes e da base do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte.

Sua atuação está relacionada principalmente às pautas dos profissionais da educação, com defesa de valorização salarial, melhores condições de trabalho e políticas voltadas ao ensino público.

A Unidade Popular confirmou Mosca como seu candidato ao Senado. A legenda apresenta candidatura própria e participa da eleição com uma chapa majoritária independente dos demais grupos políticos. 

Luciana Lima — PSTU

A professora Luciana Lima representa o PSTU na corrida pelo Senado. A candidatura está vinculada à trajetória da professora na rede pública e à militância sindical relacionada à educação.

Luciana é formada em Pedagogia e Psicopedagogia e já participou de diferentes disputas eleitorais pelo PSTU, incluindo eleições para cargos proporcionais e majoritários.

Sua atuação política está associada à defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores. Também participa do Movimento Mulheres em Luta, organização que atua em pautas relacionadas às mulheres trabalhadoras.

O PSTU confirmou Luciana e Rosália Fernandes como suas duas candidatas ao Senado, mantendo uma chapa própria para a eleição estadual. 

Coletivo Nós — AGIR

Uma das novidades da eleição de 2026 no Rio Grande do Norte é a presença de uma candidatura coletiva na disputa pelo Senado.

O Coletivo Nós é formado por Clóvis Costa, Gari Aldair e Priscila Dutra. A candidatura foi homologada pelo AGIR, que decidiu apresentar os três nomes como uma candidatura coletiva para uma das vagas destinadas ao estado.

Clóvis Costa é policial militar da reserva. Gari Aldair atua na área de limpeza urbana em Natal, enquanto Priscila Dutra possui experiência na gestão hospitalar.

A proposta coloca diferentes trajetórias profissionais dentro de uma mesma candidatura e amplia a diversidade de perfis presentes na eleição para o Senado.

Após a convenção, houve ainda a informação de que Priscila Dutra poderia se afastar da candidatura por questões pessoais, com a possibilidade de substituição na composição. A definição deverá observar os procedimentos formais do processo de registro eleitoral.

O AGIR confirmou oficialmente as duas candidaturas ao Senado durante sua convenção: Gari Wendell Batista e o Coletivo Nós. 

Rafael Motta — PDT

Rafael Huete da Motta, de 39 anos, nasceu em Natal e é engenheiro de produção e empresário.

Sua trajetória política começou no Executivo estadual, quando ocupou a Secretaria da Juventude. Em 2014, foi eleito deputado federal pelo PROS. Quatro anos depois, conseguiu a reeleição, já filiado ao PSB, permanecendo na Câmara dos Deputados até 2023.

Em 2022, disputou uma vaga no Senado Federal e terminou a eleição em terceiro lugar. No pleito municipal de 2024, concorreu à Prefeitura de Natal, mas não foi eleito.

Em 2026, Rafael Motta ingressou no PDT e teve sua candidatura ao Senado homologada pelo partido. Ele integra a chapa apoiada pela Federação Brasil da Esperança e por partidos aliados, ao lado de Samanda Alves. 

A candidatura também representa uma tentativa de retorno ao cenário político nacional após alguns anos de atuação fora do Congresso.

Rosália Fernandes — PSTU

Rosália Maria Fernandes, de 58 anos, é assistente social e nasceu em Marcelino Vieira, no interior do Rio Grande do Norte.

Com uma longa trajetória no movimento sindical, a candidata é ligada às pautas do funcionalismo público e dos trabalhadores. Também atua no movimento da saúde e possui histórico de participação política no PSTU.

Rosália já disputou a Prefeitura de Natal em 2016 e 2020 e concorreu ao Governo do Rio Grande do Norte em 2022. Em nenhuma dessas eleições foi eleita.

Em 2026, voltou à disputa majoritária, desta vez como candidata ao Senado pelo PSTU, compondo a chapa ao lado de Luciana Lima. 

Samanda Alves — PT

Samanda Alves de Freitas, registrada politicamente como Samanda Alves, tem 45 anos, é engenheira da computação, nasceu em Mossoró e atualmente exerce mandato de vereadora em Natal.

Sua trajetória política está fortemente relacionada ao Partido dos Trabalhadores e à atuação junto à governadora Fátima Bezerra. Antes de conquistar um mandato eletivo, Samanda trabalhou por anos em funções de assessoria e gestão pública.

Ela também ocupou cargos no Governo do Rio Grande do Norte, incluindo funções no Gabinete Civil e na área de Trabalho, Emprego e Renda. No âmbito federal, atuou em políticas relacionadas aos direitos humanos durante o governo Dilma Rousseff.

Em 2022, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e obteve 31.240 votos, mas não foi eleita. Em 2024, chegou à Câmara Municipal de Natal.

Atualmente, preside o PT no Rio Grande do Norte e foi escolhida pelo partido para disputar o Senado. Sua candidatura integra a chapa majoritária encabeçada por Cadu Xavier, candidato ao Governo, com apoio da Federação Brasil da Esperança e de partidos aliados. 

A candidatura surgiu depois que Fátima Bezerra decidiu permanecer no Governo do Estado até o fim do mandato e abriu espaço para que o PT reorganizasse sua estratégia para a disputa pelo Senado.

Sandro Pimentel — PSOL

Sandro de Oliveira Pimentel é servidor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, professor, sindicalista e uma das principais lideranças do PSOL no estado.

Natural de Ceará-Mirim, construiu sua carreira política ligada à educação pública, ao movimento sindical e à defesa dos servidores.

É mestre em Estudos Urbanos e Regionais pela UFRN e já ocupou diferentes posições na política potiguar. Foi vereador de Natal e deputado estadual, cargo para o qual foi eleito em 2018.

Durante sua trajetória parlamentar, esteve envolvido em pautas sociais, defesa do serviço público, direitos dos animais e fiscalização da administração pública.

Em 2026, o PSOL decidiu lançar Sandro como candidato ao Senado, formando chapa própria com Sônia Godeiro. A federação PSOL-Rede também confirmou Robério Paulino na disputa pelo Governo do Estado. 

Sônia Godeiro — PSOL

Médica pediatra, sindicalista e servidora pública, Sônia Godeiro chega à disputa pelo Senado com uma trajetória de décadas ligada aos movimentos sociais e à área da saúde.

Natural de Patu, no Oeste potiguar, ela possui mais de 40 anos de militância política e sindical. Sua trajetória começou ainda durante o período da ditadura militar, quando participou da Convergência Socialista.

Posteriormente, integrou o PSTU e, em 2009, deixou a legenda. Sônia é uma das fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte e participou da direção da entidade.

No PSOL, passou a atuar na defesa de políticas públicas de saúde e dos direitos dos trabalhadores. Entre suas principais bandeiras estão a valorização dos profissionais da saúde, a ampliação dos concursos públicos e o fortalecimento dos serviços oferecidos pelo Estado.

A candidatura foi homologada pelo PSOL e integra a chapa que também tem Sandro Pimentel como candidato ao Senado. 

Styvenson Valentim — Podemos

Atual senador pelo Rio Grande do Norte, Eann Styvenson Valentim Mendes chega à eleição de 2026 buscando renovar seu mandato.

Natural de Rio Branco, no Acre, Styvenson é bacharel em Direito e possui formação militar. Antes de entrar na política, tornou-se conhecido no estado pela atuação na fiscalização de trânsito e pelo trabalho desenvolvido na Operação Lei Seca.

Em 2018, disputou sua primeira eleição majoritária e foi eleito senador pelo Rio Grande do Norte com 745.827 votos.

Durante o atual mandato, passou a atuar especialmente em temas relacionados à segurança pública, transparência e fiscalização. É integrante de comissões do Senado voltadas à Segurança Pública e à Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. 

Em 2022, licenciou-se do Senado para disputar o Governo do Estado, mas não foi eleito. De volta à Casa, decidiu concorrer à reeleição em 2026.

Styvenson integra a chapa apoiada pelo PL, Podemos, PSDB, Cidadania e Novo, ao lado de Coronel Hélio na disputa pelas duas vagas do grupo. 

Tércio Tinoco — União Brasil

Primeiro vereador cadeirante da história da Câmara Municipal de Natal, Tércio Tinoco é administrador e está em seu segundo mandato no Legislativo da capital.

A trajetória pública ganhou projeção a partir da defesa dos direitos das pessoas com deficiência e da acessibilidade. Aos 18 anos, sofreu um acidente durante um mergulho em uma piscina que o deixou tetraplégico. Depois do processo de reabilitação, passou a atuar também no esporte e em iniciativas voltadas à inclusão. 

Entre as iniciativas associadas ao seu mandato está o projeto Tampinha da Inclusão, que utiliza a arrecadação e reciclagem de tampas plásticas para financiar cadeiras de rodas e de banho destinadas a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Tércio foi reeleito vereador de Natal em 2024 e, em 2026, foi escolhido pelo União Brasil para disputar o Senado. Ele compõe a chapa majoritária ao lado da senadora Zenaide Maia, que busca a renovação do mandato, e do candidato ao Governo Allyson Bezerra. 

A candidatura leva para a disputa estadual uma bandeira que até então estava concentrada principalmente na política municipal: a ampliação da participação de pessoas com deficiência nos espaços de decisão.

Zenaide Maia — PSD

Atual senadora pelo Rio Grande do Norte, Zenaide Maia busca um novo mandato de oito anos no Senado.

Médica infectologista, ela nasceu em Brejo do Cruz, na Paraíba, e construiu sua trajetória profissional e política no Rio Grande do Norte. Formada em Medicina pela UFRN, trabalhou durante décadas na rede pública de saúde e também exerceu o cargo de secretária municipal de Saúde de São Gonçalo do Amarante.

Antes de chegar ao Senado, foi deputada federal pelo Rio Grande do Norte entre 2015 e 2018. Em 2018, foi eleita senadora e iniciou o mandato em 2019.

No Senado, sua atuação tem sido associada principalmente às áreas de saúde e educação públicas, direitos das mulheres, trabalhadores, pessoas com deficiência e políticas sociais.

Entre os projetos dos quais participou como relatora estão iniciativas relacionadas ao piso nacional da enfermagem, ao programa Mais Médicos e à igualdade salarial entre homens e mulheres. 

Em 2026, Zenaide disputa a reeleição pelo PSD e integra a chapa majoritária que tem Allyson Bezerra como candidato ao Governo e Tércio Tinoco como segundo nome para o Senado. 

Treze nomes, duas vagas e uma eleição aberta

A configuração final das candidaturas revela uma disputa marcada por diferentes projetos políticos e perfis eleitorais.

De um lado, estão dois senadores que já ocupam as cadeiras do Rio Grande do Norte e tentam permanecer em Brasília: Styvenson Valentim e Zenaide Maia. Ambos conhecem a estrutura do Senado, possuem mandato em andamento e carregam para a campanha o histórico de suas respectivas atuações parlamentares.

Também estão na disputa políticos que já passaram pela Câmara dos Deputados ou pela Assembleia Legislativa, como Rafael Motta e Sandro Pimentel, além de candidatos com experiência em eleições majoritárias, como Rosália Fernandes e Coronel Hélio.

Outro grupo reúne nomes cuja trajetória política se consolidou mais recentemente, como Samanda Alves e Tércio Tinoco.

A eleição ainda incorpora perfis ligados diretamente ao sindicalismo e aos movimentos sociais, como Luciana Lima, Guilherme Mosca e Sônia Godeiro, além de uma candidatura coletiva inédita no grupo formado pelo Coletivo Nós.

O resultado será definido pelo voto popular e, ao contrário da disputa proporcional, não haverá cálculo de quociente eleitoral para determinar os dois vencedores. Os dois candidatos mais votados no estado ocuparão as cadeiras disponíveis.

Pesquisas mostram cenário competitivo antes da campanha

Os levantamentos divulgados nas últimas semanas ajudam a dimensionar o ambiente eleitoral, embora não representem previsão de resultado.

Em uma pesquisa AtlasIntel realizada entre 16 e 21 de julho, considerando a soma do primeiro e do segundo voto, Styvenson Valentim apareceu com 21,4% das intenções, seguido por Samanda Alves, com 18,2%, Coronel Hélio, com 15,3%, Rafael Motta, com 14,4%, e Zenaide Maia, com 11,2%. Sandro Pimentel marcou 2,1%, Tércio Tinoco 1,3% e Sônia Godeiro 1,1%. O levantamento ouviu 1.245 eleitores e teve margem de erro de três pontos percentuais. 

Outra pesquisa, realizada pelo Instituto Perfil em parceria com o Blog do BG entre 23 e 26 de julho, apresentou Styvenson com 25,91% no cenário estimulado para o primeiro voto, seguido por Zenaide Maia, com 14,19%, Rafael Motta, com 9,56%, Samanda Alves, com 5,38%, e Coronel Hélio, com 3,56%. 

Já na soma do primeiro e do segundo voto nesse mesmo levantamento, Styvenson registrou 16,56%, Zenaide Maia 12,06%, Rafael Motta 8,75%, Coronel Hélio 4,41% e Samanda Alves 4,09%.

Os números, entretanto, precisam ser observados com cautela. Além da margem de erro própria de cada levantamento, uma parcela expressiva dos eleitores ainda não havia definido sua escolha nas pesquisas realizadas antes do início oficial da campanha.

Isso significa que o cenário medido durante a fase de pré-campanha não deve ser confundido com uma fotografia definitiva da eleição.

A disputa começa oficialmente em agosto

Com as convenções encerradas, o calendário eleitoral entra em uma nova etapa.

Até 15 de agosto, partidos, federações e coligações devem apresentar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral. A partir de 16 de agosto, estará autorizada oficialmente a propaganda eleitoral, inclusive na internet, dentro das regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

É também a partir desse momento que o eleitor começará a receber de maneira mais intensa informações sobre propostas, trajetórias, alianças, programas eleitorais e estratégias de campanha.

No rádio e na televisão, a propaganda eleitoral gratuita terá regras específicas de distribuição entre os candidatos e partidos. Nas eleições gerais, os programas e inserções serão organizados de acordo com as normas definidas pela Justiça Eleitoral.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026. Como a eleição para senador é majoritária, os dois nomes mais votados no Rio Grande do Norte serão eleitos já no primeiro turno, não havendo segundo turno para o cargo. 

O eventual segundo turno de 25 de outubro será utilizado para as disputas de presidente e governador que não forem decididas na primeira votação. 

O que estará em jogo para o Rio Grande do Norte

Mais do que escolher dois nomes para ocupar cadeiras em Brasília, o eleitor potiguar estará definindo quem terá voz em decisões que envolvem diretamente a relação entre o estado e a União.

O senador participa da aprovação de leis nacionais, da fiscalização do governo federal e de decisões institucionais que podem atingir áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura, orçamento e desenvolvimento regional.

Também pode atuar na defesa de investimentos federais para o estado, na articulação de recursos e na construção de políticas públicas que dependem da relação entre os governos estadual, municipais e federal.

A representação no Senado ganha ainda uma dimensão especial por causa do equilíbrio federativo. Um senador do Rio Grande do Norte possui o mesmo peso institucional de um senador de São Paulo, Minas Gerais ou qualquer outro estado brasileiro.

É justamente essa igualdade de representação que dá ao eleitor potiguar a possibilidade de escolher dois parlamentares que permanecerão oito anos na Casa, caso cumpram integralmente o mandato.

A decisão de outubro, portanto, terá efeitos que vão muito além dos próximos quatro anos.

Uma escolha para oito anos

Em 2026, o eleitor terá diante de si uma das disputas mais diversificadas para o Senado no Rio Grande do Norte. São 13 candidaturas homologadas, duas vagas e uma campanha que ainda está começando oficialmente.

Os candidatos chegam às urnas com histórias diferentes, experiências distintas e projetos políticos que representam campos variados da sociedade potiguar.

Há quem tente permanecer no Senado, quem queira voltar ao Congresso, quem busque uma primeira experiência nacional e quem veja na eleição uma oportunidade de ampliar a representação de categorias e movimentos sociais.

Para o eleitor, conhecer o papel do Senado e a trajetória de cada candidato é parte fundamental do processo de escolha.

A votação de 4 de outubro definirá não apenas os dois nomes que representarão o Rio Grande do Norte em Brasília, mas também quais projetos políticos terão espaço na Câmara Alta do Congresso Nacional durante os próximos oito anos.

Confira, portanto, os 13 nomes que chegam à disputa:

● Coronel Hélio (PL)
● Gari Wendell Batista (AGIR)
● Guilherme Mosca (UP)
● Luciana Lima (PSTU)
● Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR)
● Rafael Motta (PDT)
● Rosália Fernandes (PSTU)
● Samanda Alves (PT)
● Sandro Pimentel (PSOL)
● Sônia Godeiro (PSOL)
● Styvenson Valentim (Podemos)
● Tércio Tinoco (União Brasil)
● Zenaide Maia (PSD)

As candidaturas ainda passam pela etapa de registro junto à Justiça Eleitoral. 

O prazo termina em 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começa no dia seguinte. A votação do primeiro turno acontecerá em 4 de outubro.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating