Política
O ex-senador, Jean Paul Prates (PDT), reafirmou nesta quinta-feira (21) que vai seguir como primeiro suplente do pré-candidato Rafael Motta ao Senado Federal nas eleições de 2026.
A reafirmação foi dita em uma entrevista à rádio 98 FM Natal, quando Jean Paul declarou que sua participação na chapa foi definida a partir de um alinhamento político envolvendo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).
Essa declaração acorreu em meio às discussões internas da base governista sobre a composição da chapa majoritária para o próximo pleito.
Setores aliados avaliam que o PDT já teria sido contemplado com a candidatura titular ao Senado, defendendo uma divisão maior dos espaços políticos entre os partidos da aliança.
Na entrevista, Jean Paul contou que o acordo sobre sua suplência era de conhecimento de integrantes da base política.
Ricardo Motta estava presente. Dona Fátima ficou sabendo. Isso foi uma discussão interna depois. À noite do mesmo dia, Fátima veio aqui em casa e ficou sabendo disso. Então esse arranjo é conhecido de todos. E o presidente Lula veio a saber na semana seguinte, quando o presidente Lupi foi lá”, declarou.
Jean também defendeu o modelo de composição da chapa, afirmando que o PDT pretende desenvolver uma campanha conjunta entre titular e suplente.
Segundo o ex-senador, a proposta busca unir o capital político de Rafael Motta e de sua trajetória no Senado.
“A condição de sair da titularidade para o Rafael entrar foi fazer um mandato compartilhado, fazer campanha juntos, como titular e suplente, é uma forma inovadora que nós vamos desenvolver ainda durante a campanha”, contou Jean.
Nessa proposta de campanha o cidadão vai escolher dois personagens importantes da política do Rio Grande do Norte, recente, para o mesmo, exatamente o uso correto da suplência, segundo detalhou Prates.
“São parceiros que estão juntos e vão exercer o mandato conjuntamente. O PDT não é da federação, é isso que tem que ficar claro, o PT, nem o PC do B, nem o PV, não mandam no PDT”, afirmou.
Sobre a possibilidade de a suplência ser negociada em uma eventual aproximação entre a base governista e o PSDB, partido presidido no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, o ex-senador descartou abrir mão da vaga e afirmou que eventuais negociações cabem ao PT.
“Quem tem que se aproximar do PSDB, quem tem uma parceria histórica e confia no presidente da Assembleia, durante todo o governo, foi o governo do PT, não foi o PDT. Então abra lá uma suplência de Samanda, entendeu? Será que estão achando que Rafael vai se eleger e Samanda não?”, disse Jean Paul.
Até o início oficial da campanha, as discussões sobre a formação da chapa governista para o Senado seguem em andamento nos bastidores políticos do Rio Grande do Norte.
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