Política

Polícia Federal conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro como escrivão

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA, enfrenta processo disciplinar após não retornar ao cargo de escrivão na Polícia Federal  |   BNews RN - Divulgação Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Redação

por Redação

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Publicado em 22/07/2026, às 08h38



A Polícia Federal recomendou a demissão de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão após concluir um processo administrativo disciplinar que apurou abandono de função.

O relatório foi encaminhado ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que ficará responsável pela decisão definitiva sobre o caso.

O ex-deputado federal integra os quadros da Polícia Federal desde 2010, mas deixou de exercer suas funções após perder o mandato na Câmara dos Deputados. Segundo a apuração administrativa, a ausência no trabalho motivou a abertura do procedimento disciplinar.

Relatório será analisado pelo Ministério da Justiça

Com a conclusão do processo interno, a recomendação de demissão agora depende da análise do ministro da Justiça, que decidirá se acolhe ou não o parecer elaborado pela Polícia Federal.

O procedimento foi instaurado para verificar a situação funcional de Eduardo Bolsonaro após o encerramento de seu mandato parlamentar e a ausência de retorno às atividades como escrivão da corporação.

Ex-deputado está nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele afirma ser alvo de perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e já declarou publicamente que não pretende voltar ao Brasil caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), não seja eleito presidente da República.

As declarações ocorreram durante o período em que permaneceu fora do país, enquanto tramitava o processo administrativo na Polícia Federal.

Processo foi aberto após perda do mandato

Servidor da Polícia Federal desde 2010, Eduardo Bolsonaro exercia o cargo de escrivão antes de assumir o mandato como deputado federal.

Após perder a cadeira na Câmara dos Deputados, em novembro do ano passado, por excesso de faltas, ele deveria ter retomado as atividades na corporação. Como isso não ocorreu, a Polícia Federal iniciou o processo disciplinar para apurar o possível abandono de função.

Em fevereiro deste ano, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou o afastamento preventivo de Eduardo Bolsonaro enquanto o procedimento administrativo seguia em andamento.

Agora, a decisão sobre a permanência ou não do ex-deputado nos quadros da Polícia Federal ficará a cargo do Ministério da Justiça.

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