Política
por Lavínia Manso
Publicado em 29/09/2026, às 10h39
O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira (28) que manifestações que unem posições de extrema direita à religião não representam uma expressão autêntica do cristianismo. A declaração foi feita a jornalistas durante o voo de Metz, na França, para Roma, ao responder a uma pergunta sobre o avanço de partidos extremistas e a situação das igrejas na Alemanha, sem mencionar legendas específicas.
Para o pontífice, a Igreja deve ajudar a população a fazer escolhas políticas orientadas pelo bem comum e a se afastar de ideias extremistas. Ele destacou que os valores do Evangelho defendem a compreensão e a compaixão, em oposição ao ódio e à divisão.
Leão XIV também ponderou que uma eventual relação entre a perda de fiéis pelas igrejas alemãs e o crescimento desses grupos precisa ser estudada.
Ao comentar a associação entre extremismo político e religião, o papa ressaltou que sua avaliação acompanha manifestações de representantes de diferentes igrejas na Alemanha.
Vemos também algumas manifestações que combinam essas posições de extrema direita com um determinado tipo de religião. E não é apenas a minha opinião: tanto os líderes da Igreja Católica quanto os da Igreja Protestante na Alemanha já se pronunciaram a respeito, afirmando que isso não constitui uma expressão autêntica do cristianismo”, declarou.
A entrevista ocorreu no retorno de uma visita de quatro dias à França. Durante a passagem pelo país, o pontífice defendeu a unidade europeia e a cooperação entre as nações.
Em Metz, cidade próxima à fronteira alemã, Leão XIV também criticou a deterioração das relações entre pessoas e Estados, que classificou como “cada vez mais incivilizadas”. No discurso, condenou o abandono do compromisso com a palavra dada.
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