Política
O senador Styvenson Valentim afirmou, em entrevista concedida ao BNews RN, em Brasília, que a transparência e a cobrança rigorosa na aplicação das emendas parlamentares são os principais motivos para o seu gabinete ser um dos mais procurados por prefeitos do Rio Grande do Norte.
Segundo o parlamentar, a relação com os gestores municipais foi construída ao longo dos anos com base em prestação de contas, fiscalização e resultados concretos.
“Com os prefeitos, eu tenho a facilidade de mandar o recurso, cobrar transparência, exigir prazo e acompanhar para que a obra saia da melhor forma possível”, afirmou.
Styvenson explicou que boa parte dos recursos destinados por seu mandato vai para custeio da saúde, permitindo que os municípios economizem recursos próprios e possam investir em obras como escolas, hospitais, pavimentação e equipamentos públicos.
Sem a emenda de custeio que eu mandei, você não colocaria um tijolo na parede. É uma forma inteligente que encontramos para resolver dois problemas: melhora a saúde e permite que o município faça obras”, declarou.
O senador também rebateu críticas de que não seria o responsável direto por construções financiadas de forma indireta pelas emendas.
“Se não sou eu que mando, por que não fizeram antes?”, questionou.
Durante a entrevista ao BNews RN, Styvenson afirmou que mantém uma metodologia de controle sobre os recursos enviados aos municípios. Segundo ele, os prefeitos precisam apresentar comprovações detalhadas sobre a execução das obras para continuar recebendo apoio do mandato.
“Criamos um sistema de recompensa: pega a emenda, faz a obra, presta conta, entrega no prazo e volta para buscar mais recursos”, explicou.
Ao falar sobre corrupção, o senador foi enfático.
Eu não entrei aqui para roubar. Eu não entrei aqui para ser ladrão”, disse, ao lembrar o conselho da mãe antes de ingressar na política.
Styvenson também afirmou que não abre mão da fiscalização como forma de proteger o dinheiro público e a própria trajetória política.
“Se eu estivesse envolvido em 10%, 15% ou 20% de alguma obra, como eu teria capacidade de cobrar prestação de contas?”, provocou.
Na entrevista, o senador também comentou sua atuação em Brasília e disse ter liberdade para votar de forma independente, mesmo mantendo boa relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
“Eu posso dizer que voto mais divergente do que convergente”, afirmou, citando como exemplo o voto contrário à volta do DPVAT.
Sobre as investigações envolvendo o Banco Master e o INSS, Styvenson defendeu a abertura de CPIs e CPMIs para apurar os casos.
“Não estou aqui para cobrir nada de ninguém. Não existe pedido de presidente nem de candidato de um lado ou de outro que possa me influenciar a não querer investigar”, disse.
O parlamentar também avaliou que o Brasil precisa enfrentar os escândalos de corrupção com mais rigor, embora reconheça que a população esteja hoje mais preocupada com temas como saúde, segurança, emprego, inflação e endividamento.
Peço que as pessoas não percam a esperança de que a gente vai ter um Brasil melhor”, declarou.
No campo político, Styvenson confirmou apoio a Álvaro Dias para o Governo do Rio Grande do Norte em 2026 e ao Coronel Hélio para o Senado. Ele justificou que pretende permanecer no Senado para concluir obras iniciadas com recursos de seu mandato.
“Tenho obras que não estão acabadas. Isso me preocupa. Me tira o sono”, afirmou.
Ao final, o senador disse que a política deve ser avaliada pelo que cada representante entrega à população.
“As pessoas deveriam começar a avaliar o político pelo que ele faz. De bom e de ruim. Se não fez nada, então se justifique com o eleitor agora”, concluiu.
Veja entrevista completa:
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