Política

Moraes determina prisão de Ramagem após deputado ser visto fora do Brasil

Moraes determina prisão de Ramagem após deputado ser visto em Miami
Ramagem, ex-diretor da Abin, teve passaportes confiscados e não poderia deixar o Brasil durante investigação  |   BNews RN - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil

Publicado em 21/11/2025, às 17h04   Leonardo Silva



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Alexandre de Moraes, decretou nesta sexta-feira (21) a prisão do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

A medida foi determinada pelo ministro da Suprema Corte após o site PlatôBR informar, na última quarta-feira (19), que Ramagem está em Miami, nos Estados Unidos. O deputado foi filmado pela equipe do site enquanto entrava em um condomínio na cidade norte-americana.

Alexandre Ramagem foi localizado pelo PlatôBR em Miami na quarta-feira, 19
Alexandre Ramagem foi localizado pelo PlatôBR em Miami na quarta-feira (19) | Foto: PlatôBR

Ramagem que atuou como Diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e recorre da condenação em liberdade. Durante a investigação, Ramagem foi proibido pelo ministro Moraes de sair do Brasil e teve que entregar todos os passaportes nacionais e estrangeiros.

Câmara não foi comunicada

A Câmara dos Deputados informou nesta quinta-feira (20) que não foi comunicada sobre o afastamento do parlamentar do território brasileiro, tampouco autorizou nenhuma missão oficial dele no exterior.

A Casa legislativa informou ainda que o deputado apresentou atestados médicos que abrangem os períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro e 13 de outubro e 12 de dezembro.

Após a divulgação da notícia de que Ramagem está no exterior, deputados da bancada do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), pediram a prisão do ex-diretor da Abin ao Supremo Tribunal. Segundo os deputados, "tudo indica" que Ramagem fugiu do país. A prisão foi pedida pelos deputados Pastor Henrique Vieira, Glauber Braga, Chico Alencar, Tarcísio Motta e Talíria Petrone.

A defesa do parlamentar informou que não vai se manifestar sobre o caso.

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