Política

Missão de mãe: Rita Zambelli assume pré-candidatura a deputada federal no lugar da filha, Carla Zambelli

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Rita Zambelli, mãe de Carla Zambelli, anuncia pré-candidatura a deputada federal, buscando representar a base conservadora em 2026.  |   BNews RN - Divulgação Foto: redes sociais
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 15/03/2026, às 13h09



Rita Zambelli anunciou sua pré-candidatura a deputada federal em São Paulo, atendendo a um pedido da filha, a ex-deputada Carla Zambelli, que renunciou ao cargo após condenações no STF. A candidatura visa manter a representatividade da base conservadora que elegeu Carla em 2022.

Carla Zambelli enfrenta sérias questões jurídicas, incluindo condenações que podem resultar em longas penas de prisão, e atualmente está fora do Brasil, aguardando decisão sobre seu pedido de extradição na Itália. A situação da ex-deputada é vista como um obstáculo significativo para o bolsonarismo no judiciário.

A candidatura de Rita representa uma estratégia familiar comum para preservar a influência política, tentando transferir o prestígio da filha para sua própria campanha. O impacto dessa transferência no eleitorado polarizado ainda é incerto, enquanto o processo de extradição de Carla continua em andamento.

Resumo gerado por IA

O cenário político de São Paulo ganha um novo desdobramento para as eleições de 2026. Rita Zambelli, mãe da ex-deputada Carla Zambelli, anunciou oficialmente que é pré-candidata a deputada federal. O movimento, segundo ela, atende a um pedido direto da filha, feito em maio do ano passado, pouco antes da renúncia de Carla ao mandato na Câmara dos Deputados em dezembro.

A aposta do grupo político é manter viva a representatividade da base conservadora que elegeu Carla em 2022.

"Estou aqui para ser base para o Brasil, para mais de um milhão de eleitores que votaram nela. Ela me pediu para representá-la", afirmou Rita em suas redes sociais, resgatando a trajetória iniciada há 15 anos no movimento NasRuas.

O destino de Carla Zambelli

A candidatura de Rita Zambelli surge como uma forma de "herança política" em um momento em que a ex-deputada atravessa sua fase mais crítica com a Justiça brasileira. Carla Zambelli renunciou ao cargo após acumular condenações severas no Supremo Tribunal Federal (STF):

Condenação por Invasão ao CNJ: 10 anos de prisão;

Porte ilegal de arma e constrangimento: 5 anos e 3 meses de reclusão.

Atualmente, a ex-deputada encontra-se fora do Brasil. Ela foi detida na Itália após deixar o país e aguarda que a Corte de Apelação de Roma decida sobre o pedido de extradição apresentado pelo STF. A defesa de Carla busca reverter o cenário, mas a situação jurídica da parlamentar é considerada um dos maiores entraves para o bolsonarismo no judiciário.

Estratégia de sucessão

A entrada de Rita Zambelli na disputa reflete uma estratégia comum em clãs políticos: a substituição estratégica para preservar o mandato dentro da família. Ao se apresentar como a voz de Carla, Rita tenta transferir o prestígio (e os votos) da filha para sua própria candidatura.

Resta saber como o eleitorado, que já enfrenta um cenário de polarização intensa, reagirá a essa "transferência de capital". Enquanto isso, o STF e as autoridades italianas seguem os trâmites do processo de extradição, o que mantém o nome de Carla Zambelli no centro dos debates políticos mesmo a milhares de quilômetros de Brasília.

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