Política

Messias avalia deixar AGU após derrota e clima tenso no STF

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Messias avalia deixar AGU após derrota e clima tenso no STF  |   BNews RN - Divulgação Foto: RENO ESAKI/METRÓPOLES
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 02/05/2026, às 17h30



A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado, marcando a primeira recusa desse tipo desde 1894, o que gerou apoio de ministros do STF e tensões internas no governo Lula.

Aliados de Messias acreditam que a rejeição foi influenciada por articulações contrárias dentro do STF, com preocupações sobre como sua nomeação poderia afetar o equilíbrio da Corte, especialmente em meio a investigações em andamento.

Após a derrota, Messias considera deixar a Advocacia-Geral da União devido a dificuldades de comunicação com o STF e o Congresso, enquanto o clima de tensão se intensifica nas relações entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Resumo gerado por IA

O advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu manifestações de apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal após ter sua indicação à Corte rejeitada pelo Senado. O episódio marcou a primeira rejeição a um indicado ao Supremo desde 1894.

De acordo com informações divulgadas pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Messias passou as horas seguintes à votação na residência do ministro André Mendonça, em Brasília, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.

Apoio de ministros e reação interna

Ministros como Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes entraram em contato com Messias para prestar solidariedade e manifestar surpresa com o resultado da votação no Senado.

Apesar disso, aliados afirmam que o advogado-geral evitou contato com o ministro Alexandre de Moraes.

Reservadamente, interlocutores apontam que Messias atribui a rejeição a articulações contrárias dentro do próprio STF. Segundo relatos, teria havido movimentação junto a senadores durante o processo de sabatina.

Nos bastidores, a avaliação de aliados de Moraes seria de que a eventual chegada de Messias ao Supremo poderia alterar o equilíbrio interno da Corte.

Outro ponto que teria contribuído para o aumento da tensão envolve investigações em curso, incluindo apurações relacionadas ao Banco Master, que estão sob relatoria de André Mendonça.

Futuro na AGU em discussão

Após a derrota, Messias passou a avaliar a possibilidade de deixar o comando da Advocacia-Geral da União.

Segundo aliados, ele teria relatado ao presidente Lula dificuldades em manter interlocução política com integrantes do STF e do Congresso após o episódio.

Além de Moraes, nomes como Flávio Dino e Davi Alcolumbre também teriam sido citados em conversas internas.

Após a votação, André Mendonça publicou mensagem nas redes sociais em apoio ao advogado-geral, afirmando que o país teria perdido a oportunidade de contar com um nome qualificado no Supremo.

Messias respondeu agradecendo o gesto e destacou a relação de confiança com o ministro, reforçando o reconhecimento à sua atuação.

O episódio amplia o clima de tensão nos bastidores do Judiciário e do meio político, com reflexos diretos nas relações entre Executivo, Legislativo e Supremo.

Classificação Indicativa: Livre

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