Política
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) formou maioria para a cassação do mandato do vereador de Mossoró Cabo Deyvison por infidelidade partidária.
O placar está 3 x 0 com votos dos desembargadores Sulamita Bezerra Pacheco, Marcello Rocha Lopes e do relator Eduardo Medeiros Pinheiro. O julgamento foi suspenso com pedido de vista de Paulo Pinheiro.
Na mídia local e nas redes sociais, o vereador que trocou o MDB pelo PL, demonstrou indignação pela posição dos desembargadores.
Recebo essa notícia com tristeza e decepção. A gente não roubou, não corrompeu, não desviou recursos da saúde, não temos assessores fantasmas… a gente acorda cedo para fiscalizar as UPAs”, declarou.
Deyvison acusa o vice-governador Walter Alves, presidente estadual do MDB, de estar por trás das articulações para tomar o seu mandato como vereador.
A gente sabe que é um movimento orquestrado por Walter Alves, que queria que eu subisse no palanque de Allyson depois de todo o trabalho de fiscalização que fiz e dos processos que sofro de aliados do ex-prefeito. Como vou subir no palanque de um político que move uma máquina para me oprimir e não atende às demandas do povo?”, disse Cabo Deyvison.
Ele afirma ainda que tinha bons argumentos para alegar justa causa. “O MDB mudou de direcionamento. Eles me orientaram a fazer as fiscalizações”, frisou.
O vereador e candidato a deputado federal disse também que evocou uma jurisprudência de São Paulo para garantir a justa causa.
O vereador e agora candidato a deputado federal se popularizou pelo enfrentamento às facções criminosas. Em junho deste ano, ele sobreviveu a um atentado na Capital do Oeste, quando um amigo e profissional da comunicação, Diego Alison, acabou assassinado.
No ataque, o assessor e cinegrafista do parlamentar, identificado como Diego, foi atingido na cabeça e morreu.
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