Política
A pré-campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte enfrenta uma nova crise interna. O pré-candidato ao Senado Tércio Tinoco rejeitou publicamente a possibilidade de o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves assumir a coordenação dos vereadores aliados à campanha na capital potiguar.
A declaração evidencia que a chegada de Carlos Eduardo ao comando político da campanha de Allyson em Natal está longe de ser uma decisão consensual dentro do próprio grupo.
Em entrevista à 96 FM, Tércio afirmou que os vereadores que apoiam Allyson já trabalham de forma organizada e independente e não foram consultados sobre a indicação do ex-prefeito para coordená-los.
“Carlos Eduardo não vai coordenar os vereadores”, declarou Tércio, deixando claro que o ex-prefeito poderá atuar junto às lideranças políticas ligadas a ele, mas não terá autoridade sobre o grupo de parlamentares que já participa da articulação da pré-campanha em Natal.
O posicionamento ganha ainda mais peso porque parte de um integrante da própria chapa majoritária. Além de vereador da capital, Tércio é apresentado como pré-candidato ao Senado, na segunda vaga ao Lado de Zenaide Maia, no projeto liderado por Allyson Bezerra.
Tércio também afirmou que não houve qualquer comunicação interna por parte de Allyson Bezerra sobre a criação de uma coordenação geral da campanha em Natal sob o comando de Carlos Eduardo.
Segundo o vereador, o próprio ex-prefeito teria anunciado a função sem que a decisão fosse previamente discutida com os parlamentares aliados.
A reação expõe uma disputa por espaço, liderança e protagonismo dentro da estrutura política que Allyson tenta montar na capital. Carlos Eduardo chega ao grupo com o peso de quatro mandatos como prefeito de Natal e com o discurso de que assumiria papel central na articulação eleitoral.
Entretanto, antes mesmo de iniciar oficialmente o trabalho, já encontra resistência explícita entre os aliados que atuam diretamente na cidade.
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O episódio não pode ser tratado apenas como uma discordância pontual. A manifestação pública de Tércio revela dificuldades na distribuição de funções e na definição de quem efetivamente comandará a campanha de Allyson em Natal.
Ao rejeitar a coordenação de Carlos Eduardo, o pré-candidato ao Senado estabelece um limite político e demonstra que o ex-prefeito não terá liberdade para assumir o controle de todos os segmentos da campanha na capital.
A situação cria um problema para Allyson Bezerra, que agora precisará administrar publicamente a disputa entre dois nomes importantes do seu próprio palanque: de um lado, Carlos Eduardo, convocado para reforçar a campanha em Natal; do outro, Tércio Tinoco, integrante da chapa majoritária e articulador de um grupo de vereadores.
A divergência envolvendo Tércio e Carlos Eduardo é a segunda crise enfrentada pelo grupo político de Allyson Bezerra em menos de uma semana.
Dias antes, o ex-deputado Kelps Lima anunciou a desistência de sua pré-candidatura a deputado federal. A decisão ocorreu em meio a problemas internos na formação da nominata da federação partidária União Brasil e Progressistas.
A saída representou um forte desgaste, principalmente porque envolveu um nome tradicional e com experiência eleitoral dentro do grupo.
Agora, a crise deixa a composição proporcional e alcança diretamente a chapa majoritária e a coordenação da campanha em Natal.
Os episódios revelam que, enquanto tenta ampliar alianças e apresentar unidade ao eleitorado, a pré-campanha de Allyson Bezerra enfrenta dificuldades para organizar a própria base, acomodar interesses e definir quem realmente exerce o comando político dentro do grupo.
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