Política

Lula reage a pressão dos EUA e dispara: "ninguém vai mexer no Pix"

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Em resposta ao relatório dos EUA, o presidente Lula reforçou que o Brasil tem autonomia para decidir sobre o futuro do sistema  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/EPA
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 02/04/2026, às 13h48



Nesta quinta-feira (2), o presidente Lula declarou que ninguém influenciará o governo brasileiro a modificar o Pix. A afirmação foi feita durante visita às obras do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, em Salvador, onde o presidente comentou críticas recentes vindas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

De acordo com Lula, o Pix é um patrimônio nacional e atende diretamente à população, não havendo espaço para interferências externas em sua estrutura ou funcionamento.

Críticas dos EUA reacendem debate

A declaração acontece após um relatório do governo de Donald Trump apontar o Pix como um sistema que prejudicaria empresas americanas de pagamento eletrônico, como Visa e Mastercard.

Segundo o documento, o modelo brasileiro poderia gerar distorções no comércio internacional e favorecer serviços nacionais em detrimento de fornecedores estrangeiros.

O relatório também menciona a existência de preocupações com a atuação do Banco Central, responsável pela criação e regulação do sistema, especialmente em relação ao tratamento dado ao Pix dentro do mercado.

Governo defende soberania e possibilidade de melhorias

Em resposta, o presidente Lula reforçou que o Brasil tem autonomia para decidir sobre o futuro do sistema e destacou que eventuais mudanças só irão aconteceu por decisão interna.

O presidente afirmou também que o governo pode aprimorar o Pix para atender melhor à população, ampliando suas funcionalidades e alcance.

A fala foi feita nos momentos finais de seu discurso, após ser lembrado pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, de abordar o tema durante o evento.

Contexto político e impacto eleitoral

Nos bastidores, integrantes do governo federal avaliam que o embate com os Estados Unidos pode fortalecer politicamente o presidente Lula, sobretudo diante do cenário eleitoral de 2026.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apontado como possível adversário, com apoio de setores alinhados ao presidente americano.

Levantamento da Quaest, realizado em setembro de 2025, indicou que 64% dos entrevistados aprovam a postura de defesa da soberania brasileira frente aos Estados Unidos.

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