Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte, neste domingo (14), em direção à cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará da reunião de líderes do G7. O convite para o encontro das maiores economias do mundo, que conta com Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japãom reforça o papel do Brasil na articulação internacional. No entanto, o foco principal da agenda governamental é contornar uma crise comercial aberta pelo governo norte-americano.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a expectativa é que ocorra um encontro informal ou uma conversa de corredor entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, não houve pedidos formais de reunião bilateral por nenhum dos dois lados, mas a estratégia brasileira é estratégica: o presidente Lula chegará à França já na segunda-feira (15), primeiro dia do evento, para garantir que esteja presente caso Trump opte por uma participação limitada, como ocorreu na cúpula anterior no Canadá.
A movimentação diplomática ocorre em um cenário de pressão sobre o setor produtivo nacional. Os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva contra produtos brasileiros que pode resultar em uma carga tarifária total de 37,5%. A equipe econômica do governo brasileiro divide essa ameaça em dois eixos:
Embora o Brasil não integre formalmente o G7, a presença de Lula tem se tornado frequente desde 2023, sendo uma peça-chave na estratégia do país para exercer influência global e proteger interesses econômicos em fóruns multilaterais.
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