Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 15/10/2025, às 15h08
De acordo com o que foi informado pelo presidente Lula (PT) nesta quarta-feira (15), Brasil e Estados Unidos irão se reunir durante uma reunião prevista para acontecer nesta quinta-feira (16). Na ocasião, serão discutidas as taxas adicionais aplicadas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
O encontro será o primeiro diálogo oficial entre representantes das duas nações após a conversa entre Lula e o presidente norte-americano Donald Trump, ocorrida no início deste mês.
“Na manhã de amanhã, vamos iniciar as negociações”, declarou o presidente Lula durante um evento no Rio de Janeiro.
Lula também comentou, em tom bem-humorado, a fala recente de Trump sobre a “ótima química” entre ambos. “Não houve uma sintonia, mas surgiu uma indústria petroquímica”, brincou, ao relembrar a videoconferência realizada na semana passada com o líder norte-americano.
Após as conversas na ONU e por telefone, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para conduzir as tratativas. Do lado brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi escolhido para chefiar a delegação, que chegou a Washington na terça-feira (14).
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o Brasil apresentará argumentos econômicos sólidos para tentar reverter as tarifas, enfatizando que a medida está aumentando o custo de vida para os consumidores americanos.
As tarifas adicionais impostas ao Brasil fazem parte da nova política comercial da Casa Branca, lançada por Donald Trump, que visa restringir o comércio com países considerados competitivos frente aos Estados Unidos, como resposta à perda de espaço econômico diante da China nas últimas décadas.
Em 2 de abril, o governo norte-americano instituiu tarifas alfandegárias com base no déficit comercial dos EUA com cada país. Como Washington possui superávit com o Brasil, a taxa inicial foi de 10%.
Entretanto, em 6 de agosto, foi aplicada uma tarifa extra de 40% sobre produtos brasileiros, em retaliação a decisões que, segundo Trump, afetaram empresas de tecnologia norte-americanas.
A medida também foi interpretada como uma resposta política à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido na tentativa de golpe após as eleições de 2022.
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