Política

Liquidação do Banco Master completa 5 meses com 4 operações da PF e morte sob investigação; entenda panorama

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Entenda como a liquidação do Banco Master se tornou um dos maiores escândalos financeiros do Brasil, com desdobramentos impactantes.  |   BNews RN - Divulgação Crédito: Michael Melo/Metrópoles
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 19/04/2026, às 19h26



A liquidação do Banco Master pelo Banco Central completou cinco meses neste fim de semana (18/04) consolidando-se como um dos maiores terremotos financeiros do país. O que começou como uma intervenção administrativa em novembro de 2025 transformou-se em uma megaoperação policial batizada de "Compliance Zero", que já soma quatro fases, dezenas de prisões e um rastro de movimentações atípicas que chegam a R$ 12 bilhões.

O capítulo mais recente e de maior impacto ocorreu na última quinta-feira (16), com a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ele é suspeito de receber propina em negociações imobiliárias fraudulentas envolvendo o Master.

As fases do caos

O escândalo, que o mercado agora chama de "Escândalo em Quatro Atos", teve desdobramentos cinematográficos e para lá de complexos:

  • Novembro/2025: Liquidação do banco e apreensão de R$ 1,6 milhão em espécie pela PF.
  • Janeiro/2026: A investigação atinge a família do banqueiro Daniel Vorcaro, com buscas contra pai, irmã e cunhado.
  • Março/2026: Vorcaro é preso. No mesmo dia, Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", apontado como líder de um grupo que perseguia desafetos do banqueiro, morreu sob custódia da polícia.
  • Abril/2026: Prisão do ex-presidente do BRB por supostas irregularidades em transações de R$ 146 milhões.

Limpeza no Banco Central

Além das prisões, o caso atingiu a cúpula do próprio Banco Central. Os ex-diretores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são alvo de processos disciplinares na CGU. Há suspeitas de que eles teriam atuado para favorecer os interesses de Daniel Vorcaro enquanto ocupavam cargos estratégicos na autoridade monetária.

Ao todo, dez instituições ligadas ao conglomerado Master foram liquidadas desde o início da crise. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, que segue preso em Brasília, nega qualquer irregularidade e afirma que não houve fraude no lastro das operações.

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