Política
A liquidação do Banco Master pelo Banco Central completou cinco meses neste fim de semana (18/04) consolidando-se como um dos maiores terremotos financeiros do país. O que começou como uma intervenção administrativa em novembro de 2025 transformou-se em uma megaoperação policial batizada de "Compliance Zero", que já soma quatro fases, dezenas de prisões e um rastro de movimentações atípicas que chegam a R$ 12 bilhões.
O capítulo mais recente e de maior impacto ocorreu na última quinta-feira (16), com a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ele é suspeito de receber propina em negociações imobiliárias fraudulentas envolvendo o Master.
O escândalo, que o mercado agora chama de "Escândalo em Quatro Atos", teve desdobramentos cinematográficos e para lá de complexos:
Além das prisões, o caso atingiu a cúpula do próprio Banco Central. Os ex-diretores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são alvo de processos disciplinares na CGU. Há suspeitas de que eles teriam atuado para favorecer os interesses de Daniel Vorcaro enquanto ocupavam cargos estratégicos na autoridade monetária.
Ao todo, dez instituições ligadas ao conglomerado Master foram liquidadas desde o início da crise. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, que segue preso em Brasília, nega qualquer irregularidade e afirma que não houve fraude no lastro das operações.
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