Política
Levantamento do Poder360 revela que Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 16 autoridades e intelectuais internacionais durante seus 580 dias de prisão entre 2018 e 2019, em contraste com a negativa do STF para que Javier Milei visitasse Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes proíbe Bolsonaro de receber visitas políticas até o fim do ciclo eleitoral, uma medida que se intensificou após a divulgação de uma carta de apoio à sua pré-candidatura por Flávio Bolsonaro.
Entre os visitantes de Lula estavam figuras como Pepe Mujica e Noam Chomsky, enquanto outras solicitações de visita, como as de Adolfo Pérez Esquivel, foram negadas pela Justiça.
Um levantamento divulgado pelo Poder360 apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu ao menos 16 autoridades, intelectuais e ativistas internacionais durante os 580 dias em que esteve preso, entre 2018 e 2019, em Curitiba. A publicação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Segundo a decisão de Moraes, Bolsonaro está proibido de receber visitas de caráter político-eleitoral até o fim do atual ciclo eleitoral. A restrição foi reforçada após a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita pelo ex-presidente em apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República.
Entre os estrangeiros que visitaram Lula durante o período de prisão estão o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica, o então candidato à Presidência da Argentina Alberto Fernández, o filósofo e linguista Noam Chomsky, o ator norte-americano Danny Glover, o sociólogo italiano Domenico De Masi e o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz. O levantamento também cita visitas de ex-chefes de Estado, parlamentares, escritores e representantes de organizações internacionais.
Ainda de acordo com o Poder360, outras visitas chegaram a ser solicitadas, mas não foram autorizadas pela Justiça. Entre elas estão as do Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e do advogado argentino Juan Grabois.
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