Política

Kelps Lima diz que bancada federal do RN é “fraca” e projeta ser eleito deputado com até 130 mil votos

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Em entrevista, Kelps avalia que a representação do RN na Câmara é fraca e sem relevância nacional, criticando parlamentares atuais  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Bnews RN
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por BNews RN

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Publicado em 14/05/2026, às 16h45



O ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal pela Federação União PP, Kelps Lima, afirmou em entrevista ao BNews RN que decidiu deixar o Solidariedade e migrar para o União Brasil por uma questão de viabilidade eleitoral e afinidade política com o pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra.

Segundo Kelps, o Solidariedade, apesar de forte no Rio Grande do Norte, ficou pequeno nacionalmente e enfrentaria dificuldades para montar chapa competitiva em estados menores.

“Na eleição passada a gente arriscou, tivemos uma votação gigante e não conseguimos eleger deputado porque não alcançamos a cláusula de barreira. Esse ano a gente resolveu não arriscar”, afirmou.

Kelps disse ainda que Allyson Bezerra foi peça decisiva na escolha pelo União Brasil.

“Foi a minha parceria histórica com Allyson. Nós participamos de todas as eleições no mesmo palanque”, declarou.

Durante a entrevista, Kelps também resgatou a relação antiga com Allyson, lembrando que o atual prefeito de Mossoró participou da Escola de Jovens Líderes, projeto criado por ele.

“Allyson era meu aluno na Escola de Jovens Líderes, andava comigo no carro. Pedia final de semana para andar comigo no carro, para ver como eu fazia”, contou.

Crítica dura à bancada federal

Um dos momentos mais fortes da entrevista foi quando Kelps avaliou a atual bancada federal do Rio Grande do Norte. Para ele, a representação potiguar na Câmara dos Deputados é fraca e sem protagonismo nacional.

“A representação do Rio Grande do Norte na Câmara Federal é muito fraca. Do ponto de vista de repercussão nacional, é irrelevante. Não tem importância nenhuma”, afirmou.

Kelps ressaltou a ausência de um deputado federal do RN ocupando posição de destaque em Brasília.

“Nenhum deputado ou deputada federal do Rio Grande do Norte é cotado para ministro, é relator de projeto importante, faz parte da mesa diretora ou é presidente de comissão. Eles não são chamados nem para dar entrevista”, criticou.

Mesmo estando agora no mesmo grupo político de deputados federais com mandato, como Benes Leocádio, Robinson Faria e João Maia, Kelps disse que suas críticas também incluem parlamentares da própria federação.

“Claro que entram. Eu não fiz acordo com o partido para ir para lá para ficar calado”, declarou.

Pré-candidato projeta até 130 mil votos

Kelps afirmou que acredita na própria eleição e estima alcançar entre 120 mil e 130 mil votos em 2026.

“Eu não topo ser candidato se eu achar que não vou ganhar. Não faz sentido sacrificar meus amigos, minha família, ir para a estrada, correr risco de vida, se eu não achasse que fosse ganhar”, disse.

Ele citou Parnamirim, Mossoró e São Gonçalo do Amarante como exemplos de crescimento de sua base eleitoral.

Respiradores e Rui Costa

Kelps também comentou o processo envolvendo suas declarações sobre o caso dos respiradores do Consórcio Nordeste, investigação que ele conduziu enquanto deputado estadual.

“Vai terminar isso: eu sendo julgado primeiro do que quem roubou o dinheiro dos respiradores. E eu falo roubou de boca cheia”, afirmou.

Segundo ele, o processo envolvendo o atual ministro Rui Costa está parado há anos.

Polarização e 2026

Sobre o cenário eleitoral de 2026, Kelps defendeu uma candidatura de centro e disse que a polarização entre PT e PL pode favorecer Allyson Bezerra, caso ele chegue ao segundo turno.

“Em eleição que você tem dois polos brigando muito, como PT e PL, o candidato de centro só precisa ir para o segundo turno. Se ele for para o segundo turno, ganha a eleição”, avaliou.

Kelps também disse que não votaria em Lula nem em Bolsonaro para presidente e afirmou preferir uma candidatura de centro.

Críticas a Lula e Fátima

Ao avaliar o governo Lula, Kelps afirmou que a atual gestão não tem uma marca forte.

“No terceiro governo Lula, você espreme e não tira nada”, disse.

Sobre o governo Fátima Bezerra, ele também fez críticas, especialmente na área da educação.

“Se tem um negócio no Rio Grande do Norte que deveria funcionar, é educação. O Rio Grande do Norte tem a pior nota do IDEB. Se você não é bom nem naquilo que é especialista, o que danado a gente pode dizer do resto?”, questionou.

Sobre a nominata da federação, o pré-candidato a deputado federal afirmou que não está participando diretamente da montagem da nominata da federação e que sua prioridade é cuidar da própria campanha.

“Eu não participo de reunião para formar nominata. Indico nomes. Quem está formando é o senador José Agripino e Allyson Bezerra”, disse.

Ao final, Kelps reforçou que pretende disputar a eleição com foco total.

“Eu não divido voto nem com minha mãe nessa eleição”, brincou.

Veja entrevista completa: 

Classificação Indicativa: Livre

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