Política
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) adotou um discurso de endurecimento na segurança pública nesta terça-feira (6), durante evento em Goiânia que marcou o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) à sua candidatura no segundo turno. Ao falar sobre as medidas que pretende adotar caso seja eleito, o senador declarou: “A gente vai arregaçar com vagabundo”.
Flávio afirmou que pretende se inspirar nas políticas de segurança adotadas em Goiás e em São Paulo. O candidato também destacou a afinidade política com Caiado e recebeu do grupo ligado ao ex-governador goiano um documento com seis compromissos retirados do programa de governo apresentado por Caiado durante a campanha.
Entre os temas citados por Flávio estão o combate ao crime organizado, o aumento do sistema prisional e o endurecimento das penas. A agenda em Goiânia foi o primeiro compromisso público do candidato após o primeiro turno.
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Flávio afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas no sistema prisional. A proposta já aparece no plano de governo do candidato, que prevê a ampliação da capacidade carcerária em quatro anos e a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima.
O candidato também defendeu penas mais altas para integrantes de organizações criminosas e afirmou que pretende classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Segundo ele, líderes dessas organizações poderiam cumprir até 80 anos de prisão.
Na área de proteção às mulheres, Flávio voltou a defender penas de até 40 anos para autores de crimes violentos e a castração química para condenados por estupro contra mulheres e crianças. A medida faz parte das propostas de segurança apresentadas pelo candidato durante a campanha.
Outra proposta mencionada no evento foi a redução da maioridade penal. Flávio defendeu que adolescentes envolvidos em crimes como estupro, homicídio, sequestro e tráfico possam responder como adultos. Seu plano de governo prevê reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e estabelecer punições específicas para adolescentes a partir dos 14 anos envolvidos em crimes graves.
O candidato afirmou ainda que pretende incorporar ao seu programa compromissos apresentados por Caiado. Segundo o ex-secretário-geral de Governo de Goiás Adriano da Rocha Lima, o documento entregue a Flávio reúne seis pontos, entre eles segurança pública e combate à corrupção.
Caiado oficializou o apoio a Flávio durante o evento realizado na capital goiana. Derrotado no primeiro turno, o ex-governador havia afirmado após a votação que conversaria com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, antes de definir sua posição no segundo turno.
Além de Caiado, participaram do ato o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil), o senador eleito Gustavo Gayer (PL) e outras lideranças políticas.
Flávio chegou a Goiânia acompanhado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador de campanha Rogério Marinho (PL) e do candidato derrotado ao governo de Goiás Wilder Morais (PL).
Apesar das especulações sobre uma eventual participação de Caiado em um futuro governo, a campanha de Flávio informou que, até o momento, não houve discussão sobre a oferta de um ministério ao ex-governador.
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