Política
Apesar de representarem a maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres seguem com participação reduzida nas disputas pelos principais cargos políticos do país. O cenário das pré-candidaturas para as eleições de 2026 indica a manutenção desse desequilíbrio, especialmente nas corridas pelos governos estaduais e pela Presidência da República.
Até o momento, não há confirmação de candidaturas femininas ao Palácio do Planalto, enquanto a presença de mulheres nos estados também é limitada. Levantamentos iniciais apontam que apenas 11 unidades da Federação devem ter mulheres na disputa pelos governos estaduais.
Mesmo com maior presença no debate político e no eleitorado — que soma mais de 52% de mulheres, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, os partidos ainda concentram suas escolhas em nomes masculinos para cargos majoritários.
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No Rio Grande do Norte, a presença feminina aparece de forma mais expressiva nas disputas ao Senado. A senadora Zenaide Maia (PSD) deve buscar a reeleição em uma das principais chapas do estado, enquanto a vereadora Samanda Alves (PT) foi definida como pré-candidata ao Senado no campo governista.
Já nas chapas para o Governo do Estado, os principais nomes seguem sendo masculinos, como Allyson Bezerra (União), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). Há, no entanto, possibilidade de participação feminina nas vagas de vice, como no caso da advogada Luciana Montenegro, que é cotada, mas ainda sem confirmação.
O cenário reflete uma tendência nacional, na qual a presença feminina é mais recorrente em cargos legislativos ou como candidatas a vice, mas ainda limitada nas posições de maior protagonismo político.
A legislação eleitoral brasileira determina que os partidos reservem ao menos 30% das candidaturas para mulheres, mas a regra se aplica apenas às eleições proporcionais, como para deputados e vereadores. Cargos majoritários, como governador e presidente, não estão incluídos nessa exigência.
O histórico recente reforça esse quadro. Nas eleições de 2022, apenas duas mulheres foram eleitas governadoras no Brasil: Raquel Lyra, em Pernambuco, e Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, evidenciando a baixa representatividade feminina nos cargos de maior poder executivo.
Enquanto isso, lideranças políticas de diferentes espectros têm ampliado o discurso voltado ao eleitorado feminino, com propostas relacionadas à segurança, combate à violência de gênero e políticas sociais. Ainda assim, a presença efetiva de mulheres nas chapas principais segue como um desafio para o sistema político brasileiro.
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