Política

Eduardo Bolsonaro recua e admite investimento de R$ 350 mil em filme sobre Jair Bolsonaro

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A produtora do filme nega acesso aos recursos mencionados, enquanto a polêmica sobre o financiamento do projeto continua a crescer  |   BNews RN - Divulgação Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 18/05/2026, às 13h53



O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) admitiu, nesta sexta-feira (15), ter investido R$ 350 mil na produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração representa uma mudança de versão, já que anteriormente ele havia afirmado que apenas cedeu os direitos de imagem e não exercia qualquer função de gestão no projeto.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que assinou contrato com poderes de gestão financeira sobre a obra e atuou como produtor-executivo do longa-metragem. Segundo ele, o dinheiro aplicado veio da receita obtida com a venda de um curso e posteriormente teria sido devolvido.

O ex-deputado declarou ainda que o aporte financeiro tinha como objetivo assegurar a participação do diretor Cyrus Nowrasteh, responsável pelo desenvolvimento inicial do roteiro e pela estruturação do projeto cinematográfico.

Nova versão surge após repercussão nacional

Apesar de admitir o investimento, Eduardo Bolsonaro não explicou quem devolveu os R$ 350 mil nem detalhou como ocorreu o ressarcimento do valor aplicado na produção do filme. A nova versão foi apresentada menos de 24 horas depois de ele declarar publicamente que não ocupava qualquer posição de gestão ligada à cinebiografia. A mudança de discurso gerou repercussão nas redes sociais e ampliou os questionamentos sobre o financiamento do projeto.

O caso ganhou maior dimensão após reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil apontar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria solicitado R$ 134 milhões para financiar o longa. Segundo a publicação, R$ 61 milhões teriam sido pagos pelo empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Produtora nega acesso aos recursos 

A produtora responsável pelo filme e o deputado federal Mario Frias (PL), apontado como roteirista da obra, afirmaram não ter recebido acesso aos recursos milionários mencionados na reportagem.

Ainda segundo a publicação, os R$ 61 milhões teriam sido transferidos pela empresa Entre Investimentos para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre a estrutura financeira completa do projeto nem sobre os contratos firmados para a produção da cinebiografia.

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