Política
Publicado em 22/05/2026, às 12h30 Malu Machado
A declaração da senadora Zenaide Maia (PSD) confirmando seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou repercussão e ruídos nos bastidores políticos do Rio Grande do Norte.
A posição da parlamentar expõe um dilema de fidelidade partidária, já que o PSD nacional trabalha com a pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República.
Saiba mais:
- Mesmo com Caiado no PSD, Zenaide reafirma apoio a Lula no RN
Vice-líder do Governo no Senado, Zenaide tenta equilibrar sua atuação em Brasília com as diretrizes da legenda, movimento que vem sendo classificado por opositores e por setores do próprio campo governista como uma tentativa de "agradar a dois lados" em projetos que são excludentes.
A postura da senadora abriu espaço para questionamentos diretos de outras lideranças que disputam o mesmo eleitorado progressista no estado.
O ex-deputado e pré-candidato ao Senado, Rafael Motta, criticou abertamente a postura da parlamentar em entrevista ao portal Diário do RN. "É incoerente. Ela é vice-líder de um governo que o partido dela quer derrotar”, disparou Motta.
Já Larissa Rosado, presidente estadual do PSB, minimizou o impacto do movimento de Zenaide, apostando na clareza do eleitorado quando a campanha começar. Ela defendeu que o eleitor saberá identificar o verdadeiro "Time de Lula" no RN, citando nomes como Cadu Xavier, Samanda Alves e o próprio Rafael Motta.
Em entrevista concedida ao BNews RN, a senadora defendeu sua escolha e alegou que convicções ideológicas e pautas sociais devem ficar acima das convenções partidárias.
O partido é importante, mas tem algo mais importante que é o povo. O meu partido vai ter um candidato a presidente, Ronaldo Caiado, mas eles já sabem que no Rio Grande do Norte eu vou votar em Lula”, citou a parlamentar.
Zenaide reconheceu que o impasse político pode deixá-la de fora dos palanques oficiais de Lula durante as agendas presidenciais no estado, mas minimizou o isolamento relembrando momentos históricos em que votou contra as orientações de suas antigas legendas, como no processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Só fico em um partido se eu tiver o direito e a autonomia de votar como eu acho que devo votar”, concluiu.
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