Política

Diferença entre maior e menor salário de governadores do país chega a R$ 24,7 mil; veja lista

Foto: Elisa Elsie
Levantamento revela que salários de governadores variam drasticamente, com Sergipe no topo e Rio Grande do Norte na lanterna do ranking.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Elisa Elsie
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 03/10/2026, às 17h39



O salário de um governador no Brasil pode ser o dobro do que ganha o chefe do Executivo de outro estado, aponta um levantamento recente com base em dados dos Portais de Transparência de todo o país. O abismo salarial chega a uma diferença de R$ 24,7 mil por mês.

Enquanto a atual remuneração para o cargo no Sergipe atinge o teto do funcionalismo público federal, no Rio Grande do Norte — que aparece na lanterna do ranking —, o valor bruto não chega à metade desse limite.

Os extremos e o teto do funcionalismo

No Brasil, os salários dos governadores são estipulados por leis estaduais, mas devem sempre respeitar o teto constitucional (o limite máximo pago a um servidor público), que hoje é de R$ 46.366,19.

Os dois extremos do ranking escancaram a variação das folhas de pagamento estaduais.

  • O maior salário: Fábio Mitidieri (PSD), governador de Sergipe, recebe a remuneração máxima permitida pelo teto constitucional, totalizando R$ 46.366,19 (valor bruto);

  • O menor salário: na outra ponta da lista, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), recebe a menor remuneração bruta do país entre os chefes estaduais: R$ 21.914,76;

  • Top 3: após Sergipe, as maiores remunerações nominais para a função são as de Mailza Assis (PP), no Acre (R$ 42,6 mil), e Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais (R$ 41,8 mil).

Três estados fora da regra

Os dados trazem uma curiosidade em relação a três estados brasileiros: Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Nessas unidades, os atuais chefes do Executivo não recebem o salário da função de governador.

A lei permite que servidores de carreira mantenham a remuneração de seus cargos de origem.

  • Pernambuco: a governadora Raquel Lyra (PSD) optou por receber sua remuneração como procuradora do Estado, o que lhe rende vencimentos brutos superiores a R$ 50 mil;

  • Rio de Janeiro: o governador Ricardo Couto não aparece na folha do Executivo. Ele consta no portal da transparência do Tribunal de Justiça (TJRJ) como desembargador, com créditos que chegaram a R$ 91,8 mil no levantamento;

  • Pará: a governadora Hana Ghassan (MDB) também renunciou ao subsídio do cargo e recebe exclusivamente sua aposentadoria como auditora fiscal, no valor do teto constitucional (R$ 46.366,19).

Classificação Indicativa: Livre

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