Política

"Desumano e criminoso": Cadu Xavier reage a operação que atinge prefeito de Mossoró

Foto: José Aldenir/Luzia Cavalcanti
Pré-candidato do PT ao governo do RN comenta operação que investiga desvio de recursos públicos na saúde em seis municípios  |   BNews RN - Divulgação Foto: José Aldenir/Luzia Cavalcanti
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 28/01/2026, às 12h38



O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, utilizou as redes sociais nesta terça-feira (27) para comentar a Operação Mederi, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos da saúde em seis municípios potiguares.

Em publicação no Instagram, ele classificou a prática de fraudar contratos da saúde como “desumana”.

A manifestação ocorreu após a deflagração da operação pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU). Entre os alvos da investigação está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, filiado ao União Brasil, pré-candidato ao Governo do Estado e apontado como provável adversário de Cadu Xavier nas eleições de outubro.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes estiveram na residência do prefeito mossoroense, onde foram apreendidos um celular, um notebook e dois discos rígidos externos, que passarão por perícia no âmbito da investigação.

Cobrança pública e defesa da ética

No texto publicado nas redes sociais, Cadu Xavier afirmou que sua atuação à frente da Secretaria de Fazenda do Governo do Estado é guiada por princípios como compromisso, zelo e honestidade. O pré-candidato também defendeu que todos os investigados tenham o direito de prestar esclarecimentos.

“A megaoperação da Polícia Federal contra desvio de recursos no RN merece a atenção de todos. Gerir recursos públicos é coisa séria e exige responsabilidade. Que o prefeito e os demais investigados apresentem suas defesas. Fraudar contratos da saúde é crime e é desumano”, escreveu.

Cadu destacou ainda sua trajetória de sete anos na condução das finanças estaduais durante a gestão da governadora Fátima Bezerra, ressaltando que o trabalho foi pautado pela transparência e pelo respeito ao dinheiro público.

Operação mira contratos da saúde

Deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU, a Operação Mederi busca desarticular um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em licitações na área da saúde.

Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas pela Justiça. Segundo balanço divulgado pela Polícia Federal às 18h, foram apreendidos 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos, entre notebooks, discos rígidos e tablets, quatro veículos, 117 documentos e R$ 251 mil em espécie.

Parte do dinheiro foi encontrada dentro de uma caixa de isopor na residência de Oseas Monthalggan Fernandes Costa, um dos sócios da empresa Dismed. Ele teria sido gravado pela Polícia Federal mencionando a suposta distribuição de propina ao prefeito de Mossoró.

Auditorias apontam irregularidades

Além de Mossoró, a investigação aponta indícios de fraudes em contratos firmados nos municípios de José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Mandados também foram cumpridos em Natal e Upanema.

De acordo com a Polícia Federal, a operação teve como base auditorias realizadas pela Controladoria Geral da União. Os relatórios identificaram falhas na execução contratual, com indícios de pagamento por materiais não entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço em contratos analisados.

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