Política

Datafolha: 65% dos brasileiros preferem depender menos do governo; índice é o maior da série histórica

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Estudo do Datafolha mostra que 65% dos brasileiros preferem menos dependência do governo para melhorar a qualidade de vida.  |   BNews RN - Divulgação Foto: GettyImages
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 04/07/2026, às 13h47



O pensamento econômico do brasileiro passou por uma transformação expressiva na última década. Segundo o levantamento do Datafolha, 65% dos entrevistados concordam com a afirmação de que "quanto menos eu depender do governo, melhor estará minha vida". Em contraste, 31% ainda acreditam que ter mais benefícios governamentais é o fator determinante para uma melhor qualidade de vida. O dado marca uma virada histórica: em 2013, início da série, essas posições estavam empatadas em 47%.

O indicador faz parte de um eixo mais amplo da matriz ideológica do instituto, que utiliza seis perguntas-chave para mapear a visão dos eleitores sobre impostos, intervenção estatal, leis trabalhistas e investimentos. A trajetória dos dados entre 2013, 2014, 2017 e 2026 demonstra que a ideia de autossuficiência ganhou terreno de forma consistente em diferentes estratos da sociedade.

Divisão por gênero e região

A preferência pela menor dependência estatal é mais acentuada entre o público masculino, alcançando 71%, enquanto entre as mulheres o índice é de 59%. Regionalmente, o Sudeste lidera o desejo por independência, com 70% de adesão à tese. Em contrapartida, o Nordeste registra o maior percentual de eleitores que associam melhoria de vida à oferta de benefícios do governo (38%).

Cenário eleitoral 

O posicionamento econômico também reflete a polarização política. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 79% defendem a menor dependência do Estado. Já entre os eleitores do presidente Lula, o apoio a uma maior presença de benefícios estatais é de 45%, enquanto 18% deste grupo prefere a visão de menor dependência.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 139 municípios entre os dias 17 e 18 de junho de 2026. A pesquisa, registrada no TSE (BR-09956/2026), possui margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, consolidando-se como um termômetro essencial para entender as expectativas da população sobre o papel do Estado na economia.

Classificação Indicativa: Livre

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