Política
O banqueiro Daniel Vorcaro, pivô de um esquema de fraudes bilionárias que abalou o sistema financeiro nacional, está na fase final de negociação de um acordo de delação premiada que promete números sem precedentes. Segundo informações de bastidores, o empresário sinalizou a intenção de devolver uma quantia que pode chegar a R$ 50 bilhões, valor superior a qualquer acordo já firmado em operações como a Lava Jato.
Vorcaro foi preso em fevereiro de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, sob acusação de gestão temerária, desvio de recursos e pagamento de propina a agentes públicos. A estratégia da defesa é ambiciosa: devolver integralmente o montante que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) precisou desembolsar para socorrer os clientes do Banco Master, além de restituir valores pagos em propinas.
As negociações, que correm sob sigilo, indicam que Vorcaro busca uma redução drástica de sua pena. No entanto, investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) são enfáticos: apesar do valor bilionário, o banqueiro dificilmente escapará de cumprir um período em regime fechado. A delação deve ser formalmente apresentada à Justiça até o final de abril.
O impacto de R$ 50 bilhões de volta aos cofres e ao sistema de garantias bancárias é visto como um "trunfo" pela defesa para tentar garantir benefícios como a prisão domiciliar no futuro. Antes da prisão, o próprio banqueiro já comentava com interlocutores que teria capacidade de liquidar o passivo gerado pela intervenção do Banco Central na instituição.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, que tem exigido provas robustas e a identificação de todos os agentes públicos beneficiados pelo esquema em troca da homologação do acordo. Se aceita, a delação de Vorcaro pode desencadear uma nova onda de investigações atingindo altos escalões da política em Brasília e no setor bancário.
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