Política

CNJ enterra investigação contra Toffoli e descarta apuração sobre resort no Paraná

Andre Borges/Especial Metrópoles
O CNJ arquivou um pedido de apuração contra o ministro do STF, Dias Toffoli, por supostas ligações com o Tayayá Resort no Paraná  |   BNews RN - Divulgação Andre Borges/Especial Metrópoles
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

[email protected]

Publicado em 28/01/2026, às 15h26



O Conselho Nacional de Justiça, CNJ, arquivou um pedido de apuração de infração disciplinar contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Dias Toffoli, após suspeitas de vínculo do magistrado com o Tayayá Resort, localizado no Paraná.

A decisão foi tomada pela Corregedoria Nacional do Conselho Nacional de Justiça, CNJ, que analisou a representação apresentada por um parlamentar da oposição ao governo federal.

O pedido havia sido protocolado pelo deputado federal Ubiratan Sanderson, do Partido Liberal, PL, vice-líder da legenda na Câmara dos Deputados.

Pedido tramitou sob sigilo no Conselho

O procedimento tramitou sob sigilo, mas o arquivamento foi confirmado pela coluna após a conclusão da análise interna do Conselho Nacional de Justiça, CNJ.

A representação foi encaminhada ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, responsável por avaliar a admissibilidade do pedido.

Após receber a documentação apresentada pelo vice-líder do Partido Liberal, PL, o corregedor decidiu pelo encerramento imediato do caso.

CNJ aponta falta de competência constitucional

Na decisão, Mauro Campbell concluiu que o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, não possui competência constitucional para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal, STF.

O entendimento se baseia no artigo 103-B da Constituição Federal, que não confere ao Conselho poder fiscalizatório sobre a Corte Suprema.

Dessa forma, o Supremo Tribunal Federal, STF, não está submetido à ingerência administrativa ou disciplinar do Conselho Nacional de Justiça, CNJ.

Acusação citava possível vínculo econômico

Na representação, o deputado Ubiratan Sanderson alegava que Dias Toffoli teria participação econômica indireta ou uma suposta sociedade de fato oculta em empreendimento privado.

Segundo o parlamentar, essa conduta configuraria violação à Lei Orgânica da Magistratura Nacional, Loman.

Com o arquivamento, o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, encerra oficialmente qualquer apuração sobre o caso, sem análise do mérito das acusações.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating