Política

Carla Zambelli escapa de cassação; veja como votou cada deputado do RN

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A votação sobre a cassação de Carla Zambelli mobilizou o Congresso e mostrou os votos divididos do RN, refletindo a polarização política  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 11/12/2025, às 07h24



A Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de cassação da deputada Carla Zambelli, que enfrentava condenação do STF por envolvimento na invasão de sistemas do CNJ, resultando na preservação de seu mandato e no arquivamento do processo.

Apesar de 227 votos a favor da cassação, o número não atingiu os 257 necessários, refletindo uma divisão política acentuada, com a bancada potiguar apresentando votos variados entre abstenções e oposições.

A decisão fortalece a ala bolsonarista na Câmara, que temia um precedente perigoso, enquanto opositores criticam a resistência do Legislativo em punir ações graves determinadas pelo Judiciário, intensificando o debate sobre a responsabilidade parlamentar.

Resumo gerado por IA

A Câmara dos Deputados rejeitou, na noite desta quarta-feira (10), o pedido de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que estava em análise após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora 227 parlamentares tenham votado pela perda do mandato, o número ficou abaixo dos 257 votos exigidos para decretar a cassação. Outros 170 votaram contra, 10 se abstiveram e 105 estavam ausentes, o que levou ao arquivamento imediato do processo.

O caso voltou a mobilizar o Congresso e ganhou destaque nacional em razão do cenário de desgaste político da deputada, envolvida em diferentes episódios investigados pelo Judiciário e pela Polícia Federal nos últimos meses.

Por que o caso chegou ao plenário

A votação tratava da possibilidade de cassação automática após a condenação da parlamentar pelo STF, que atribuiu a ela a participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo as investigações, Zambelli teria atuado para viabilizar acessos indevidos ao banco de dados do órgão, em ação que, para a Corte, configurou grave violação ao funcionamento de instituições do Estado.

A decisão do plenário, no entanto, preserva o mandato e encerra o processo administrativo na Casa.

Como votaram os deputados do Rio Grande do Norte

A bancada potiguar apresentou votos divididos, acompanhando a polarização observada no plenário:

• Benes Leocádio (União) – Abstenção
• Carla Dickson (União) – Não
• Fernando Mineiro (PT) – Sim
• Natália Bonavides (PT) – Sim
• General Girão (PL) – Não
• argento Gonçalves (PL) – Não
• João Maia (PP) – Ausente
• Robinson Faria (PP) – Sim

Repercussão política imediata

A manutenção do mandato tende a fortalecer a ala bolsonarista da Câmara, que vinha articulando apoio para barrar a cassação. Para setores aliados, a rejeição evita um precedente considerado perigoso.

Para oposicionistas, contudo, a decisão contraria a gravidade das acusações e sinaliza resistência do Legislativo em executar punições determinadas pelo Judiciário.


Histórico recente de investigações e processos envolvendo Carla Zambelli

Nos últimos meses, a deputada tem sido alvo de ampla cobertura na imprensa nacional devido a uma série de episódios que a colocaram sob investigação. Entre os principais pontos:

Invasão ao sistema do CNJ

Motivo central da condenação pelo STF, envolve acusações de que Zambelli teria facilitado ou incentivado ações do hacker Walter Delgatti para acessar ilegalmente dados do Conselho Nacional de Justiça.

A Corte entendeu haver violação direta ao funcionamento institucional do Judiciário.

Arma em via pública | setembro de 2022

Zambelli foi denunciada após perseguir, armada, um homem pelas ruas dos Jardins, em São Paulo, um dia antes do segundo turno das eleições de 2022.

O episódio gerou forte repercussão eleitoral e motivou investigações por porte ilegal de arma e risco à integridade física de terceiros.

Operações da Polícia Federal

A deputada foi alvo de buscas e apreensões no âmbito de investigações sobre ataques a ministros do STF e disseminação de informações falsas.

Em algumas dessas operações, agentes recolheram aparelhos eletrônicos e materiais que alimentaram outros procedimentos criminais.

Ações no TSE por condutas eleitorais

A parlamentar também responde a processos por propaganda irregular e condutas consideradas abusivas durante o período eleitoral de 2022, algumas ainda em tramitação.

Investigações relacionadas ao chamado “gabinete do ódio”

Reportagens e documentos colhidos pela PF situam Zambelli entre os articuladores políticos conectados a grupos investigados por disseminação coordenada de ataques digitais contra instituições democráticas.

Somados, esses episódios fortaleceram a pressão por responsabilização e ajudaram a ampliar o debate sobre os limites da atuação parlamentar, especialmente no contexto do pós-eleições de 2022.

Classificação Indicativa: Livre

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