Política
por Os processos relacionados ao Banco Master completam um mês sem avanços na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Desde 12 de setembro, quando o ministro Edson Fachin centralizou as inv
Publicado em 11/10/2026, às 13h54
Os processos relacionados ao Banco Master completam um mês sem avanços na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Desde 12 de setembro, quando o ministro Edson Fachin centralizou as investigações em seu gabinete, pedidos de liberdade e recursos apresentados pelas defesas dos investigados aguardam análise. As informações são da CNN Brasil.
Na última semana, os advogados de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, solicitaram novamente que Fachin encaminhe ao ministro André Mendonça, responsável anteriormente pela relatoria do caso, o pedido de liberdade do empresário.
Outros quatro investigados que permanecem presos também pediram a análise de recursos contra suas prisões preventivas. As defesas questionam a demora na apreciação dos pedidos e a falta de definição sobre a condução dos processos.
O impasse se intensificou em 15 de setembro, durante uma sessão extraordinária do STF que discutiu se procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionados ao caso Master, deveriam ser analisados em conjunto.
O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, Fachin retirou de pauta outra análise sobre a atuação de Mendonça, inicialmente prevista para 23 de setembro.
Dino tem até dezembro para devolver o processo, enquanto permanece indefinida a forma como os procedimentos serão conduzidos.
A expectativa é que o caso tenha novos desdobramentos nesta semana, com a entrega de um relatório da Polícia Federal ao presidente do STF, prevista para terça-feira (13).
O documento deverá reunir informações sobre os episódios investigados, incluindo referências a integrantes da Corte. No início de outubro, Fachin encaminhou um ofício à PF informando que adotaria as providências necessárias após receber os esclarecimentos completos.
A tensão entre os ministros aumentou após André Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de um relatório policial que registrava contatos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Na semana passada, Moraes também se reuniu com integrantes da cúpula da Polícia Federal antes da entrega do relatório solicitado por Fachin. Segundo informações da CNN Brasil, o encontro provocou incômodo nos bastidores do Supremo.
Diante das divergências, Fachin instaurou um procedimento para reunir informações de Moraes, Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Enquanto não houver definição sobre a condução dos processos, os pedidos apresentados pelas defesas seguem pendentes de apreciação.
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