Política
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (30) que não descarta disputar novamente a Presidência da República, mesmo após deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos. Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o parlamentar declarou que pretende continuar atuando politicamente no exterior e anunciou apoio ao senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal.
Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio afirmou que a decisão de sair do país foi tomada exclusivamente com a esposa, sem conhecimento prévio de outras pessoas. O senador também pediu que aliados e familiares não sejam responsabilizados pela viagem.
“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior. Então, de verdade, não escolham, não apontem o dedo para ninguém”, declarou.
Flávio chegou aos Estados Unidos na manhã de quarta-feira (28), três dias após a votação do segundo turno. Na transmissão, negou que tenha fugido do Brasil e afirmou que pretende usar a permanência no exterior para ampliar sua atuação política.
Apesar da derrota eleitoral, o senador sinalizou que pretende permanecer ativo no cenário político brasileiro e deixou aberta a possibilidade de disputar novamente o Palácio do Planalto.
“Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui, pronto, inclusive se for preciso para disputar a Presidência da República de novo”, afirmou.
O parlamentar também alegou que teria dificuldades para se manifestar livremente caso permanecesse no Brasil. Segundo ele, a viagem permitirá que faça declarações que, em sua avaliação, poderiam provocar perseguição política.
Flávio comparou sua situação à do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que viajou aos Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.
As declarações sobre uma eventual nova candidatura não representam, neste momento, o lançamento formal de uma campanha.
Veja o vídeo:
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Na mesma transmissão, Flávio Bolsonaro anunciou que pretende apoiar o senador Rogério Marinho, representante do Rio Grande do Norte, na disputa pela presidência do Senado Federal.
“A pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal. Vamos cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a Presidência do Senado”, declarou.
O anúncio coloca o parlamentar potiguar entre os nomes defendidos por Flávio para a sucessão no comando da Casa. A escolha do presidente do Senado é feita pelos próprios senadores, por meio de votação interna.
Além de admitir uma nova candidatura, Flávio afirmou que pretende questionar judicialmente o resultado das eleições de 2026 e buscar a cassação da chapa vencedora, alegando abuso de poder. O senador não apresentou provas de fraude eleitoral, e o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu a vitória de Lula, com 51,79% dos votos válidos.
A possibilidade de uma nova eleição presidencial antes de 2030 depende de hipóteses previstas na legislação, como a cassação judicial da chapa eleita durante os dois primeiros anos do mandato. Não há, neste momento, decisão que determine uma nova votação.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027. Além de Rogério Marinho, o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e a senadora Tereza Cristina são citados nas articulações para o comando do Legislativo.
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