Política

Alcolumbre barra prorrogação da CPI do Crime e relatório será entregue sem análise completa

Reprodução: Andressa Anholete / Senado
Decisão de Davi Alcolumbre impede prorrogação da CPI, que deve encerrar em 14 de novembro, segundo relator Alessandro Vieira  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Andressa Anholete / Senado
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 08/04/2026, às 17h27



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado, que deve ser encerrada no próximo dia 14. A informação foi confirmada pelo relator da comissão, Alessandro Vieira, após conversa entre os dois.

Segundo Vieira, o argumento apresentado foi de que não há prorrogação de comissões parlamentares de inquérito em ano eleitoral. Com isso, o colegiado terá prazo limitado para concluir as investigações e apresentar o relatório final.

A assessoria de Alcolumbre informou que o senador não comentaria o caso.

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O senador Alessandro Vieira criticou a decisão e afirmou que o encerramento antecipado compromete a análise de materiais relevantes. De acordo com ele, a comissão ainda possui dados sensíveis, incluindo informações obtidas por meio de quebras de sigilo, que não poderão ser examinadas com profundidade.

O pedido de prorrogação previa mais 60 dias de მუშაობento e contou com o apoio de 28 senadores, entre eles o presidente da comissão, Fabiano Contarato, e o vice-presidente, Hamilton Mourão.

Segundo o relator, ao longo das investigações, a CPI ampliou seu escopo inicial, passando a apurar não apenas crimes violentos, mas também estruturas mais complexas do crime organizado, como fraudes financeiras e esquemas de lavagem de dinheiro.

Vieira também destacou dificuldades enfrentadas durante os trabalhos, como o envio incompleto de dados fiscais, o que exigiu complementações por parte da Receita Federal e atrasou parte das análises.

Apesar das críticas, o senador afirmou que não pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão, citando entendimento recente da Corte que atribui ao presidente do Senado a prerrogativa sobre a prorrogação de CPIs.

Instalada em novembro de 2025, após uma operação policial no Rio de Janeiro, a CPI do Crime Organizado ampliou suas investigações ao longo dos meses e reuniu um volume significativo de informações, que agora deverão ser consolidadas no relatório final dentro do prazo estabelecido.

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