Política

Alckmin dispara: Biodiesel fortalece economia e blinda Brasil de crises globais

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Aliança Biodiesel reúne importantes associações do setor, representando 63,7% da capacidade de produção nacional de biodiesel  |   BNews RN - Divulgação Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 09/04/2026, às 12h52



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o biodiesel é uma alternativa estratégica para reduzir a dependência do Brasil em relação às oscilações da geopolítica mundial. A declaração foi feita durante o lançamento da Aliança Biodiesel, em Brasília, na noite desta terça-feira (7).

A iniciativa reúne a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que juntas concentram parte significativa da produção nacional do setor.

Segundo dados apresentados no evento, as entidades representam 16 fabricantes com 33 usinas em operação, o que corresponde a 63,7 por cento da capacidade industrial brasileira de biodiesel.

Energia nacional como estratégia

Durante o discurso, Geraldo Alckmin destacou que a produção interna de combustível reduz a exposição do país a crises internacionais. Ele ressaltou que, ao invés de importar diesel, o Brasil pode produzir seu próprio combustível, diminuindo a vulnerabilidade externa.

O vice-presidente também lembrou que o país possui diferenciais importantes, como a presença de 30 por cento de etanol anidro na gasolina e uma frota majoritariamente flex, capaz de utilizar etanol ou gasolina.

Para ele, o avanço dos biocombustíveis representa uma agenda positiva, com impactos diretos na economia e no meio ambiente.

Impactos sociais e ambientais

Geraldo Alckmin afirmou ainda que o uso de biodiesel contribui para a melhoria da qualidade do ar e para a redução de problemas respiratórios, além de gerar empregos em toda a cadeia produtiva.

Ele destacou que a produção envolve desde pequenos agricultores até o setor industrial e de serviços, ampliando os efeitos econômicos da atividade.

O vice-presidente defendeu que o país deve aproveitar sua força no agronegócio para agregar valor à produção, fortalecendo a economia e reduzindo a necessidade de importação de combustíveis.

Medidas para conter preços

Durante o evento, Geraldo Alckmin também citou ações do governo federal para conter o impacto da alta do petróleo, especialmente em meio a conflitos internacionais.

Entre as medidas, ele mencionou a isenção de tributos como o Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), além de subsídios para reduzir o preço do diesel.

O vice-presidente afirmou que estados foram convidados a aderir às iniciativas, dividindo os custos com a União para amenizar os impactos ao consumidor.

Na mesma linha, o governo federal anunciou novas ações para zerar tributos sobre o biodiesel e reduzir os preços do gás de cozinha e do querosene de aviação.

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