Política
Neste domingo, manifestantes da direita se reuniram em Natal, RN, para o ato 'Acorda, Brasil', criticando o governo Lula e a atuação de ministros do STF, com pedidos de afastamento de figuras como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O evento, organizado pelo movimento Força Democrática, foi impulsionado por discursos do senador Rogério Marinho, que denunciou uma 'crise institucional grave' e defendeu a liberdade individual, alinhando-se com a narrativa conservadora nacional.
A mobilização, que ocorreu pacificamente sob a supervisão da Polícia Militar, também sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro como candidato em 2026, reforçando a estratégia do Partido Liberal de manter a base da direita mobilizada para as próximas eleições.
A tarde deste domingo (1º) foi marcada por mobilizações da direita na capital potiguar. Manifestantes vestidos de verde e amarelo se concentraram na Avenida Salgado Filho, em Natal, para o ato denominado “Acorda, Brasil”. O protesto, organizado pelo movimento Força Democrática, faz parte de uma agenda nacional que tomou as ruas de diversas capitais para criticar o governo do presidente Lula e a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As principais reivindicações do grupo em Natal incluíram pedidos de afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de críticas severas à gestão federal. O clima de indignação foi reforçado por discursos que ecoaram as falas de lideranças conservadoras em Brasília, onde o ato principal ocorreu durante a manhã.
Embora a concentração tenha sido local, as diretrizes do movimento foram impulsionadas pelo senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN). Em discurso realizado na capital federal e retransmitido por carros de som e redes sociais para os manifestantes em Natal, Marinho afirmou que o país vive uma "crise institucional grave" e uma ameaça direta às liberdades individuais.
Marinho não poupou críticas ao que chamou de "atuação de oportunistas" no poder e defendeu com vigor a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo o senador, o ex-presidente reacendeu um sentimento patriótico que, em suas palavras, "não se apaga com censura ou prisões".
“Ninguém mata um sentimento. O que Bolsonaro reacendeu no coração dos brasileiros segue vivo e não se apaga. Ele está nas ruas, defendendo liberdade e enfrentando o abuso de poder”, declarou o senador.
Um dos pontos altos da mobilização foi a sinalização clara para o próximo pleito presidencial. Rogério Marinho destacou que a força demonstrada nas ruas neste domingo será canalizada para as urnas. O senador mencionou explicitamente o nome de Flávio Bolsonaro como o herdeiro dessa capital político para a disputa de 2026, consolidando a estratégia do Partido Liberal em manter a base mobilizada.
O ato seguiu de forma pacífica até o início da noite. A Polícia Militar acompanhou a movimentação na Salgado Filho, mas não registrou incidentes graves. A mobilização deste domingo reafirma que o Rio Grande do Norte continua sendo um reduto estratégico para as articulações da oposição em nível nacional.
Confira em vídeo o agrupamento de manifestantes:
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