Polícia
por Lavínia Manso
Publicado em 19/08/2026, às 09h04
Três homens, com idades entre 21 e 23 anos, foram presos pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) nesta quarta-feira (19), durante a Operação Cavalo de Troia, deflagrada para investigar um ataque armado ocorrido em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. A ação cumpriu três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em endereços da capital potiguar.
Durante as buscas, os policiais apreenderam duas pistolas, munições de diferentes calibres, porções de drogas, dinheiro e um veículo. O material recolhido será submetido aos procedimentos de investigação e poderá contribuir para o esclarecimento da atuação dos suspeitos no crime.
A investigação começou após um ataque registrado na madrugada de 17 de julho de 2026, no Conjunto Sollares, em Extremoz. Segundo a Polícia Civil, os criminosos invadiram uma residência após se apresentarem falsamente como policiais, usando o disfarce para surpreender os moradores e facilitar a entrada no imóvel.
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No momento da invasão, havia mulheres e crianças dentro da residência. Os moradores foram submetidos a ameaças, violência e disparos de arma de fogo. Dois cães que pertenciam à família também foram mortos durante a ação criminosa.
Parte do ataque foi registrada pelos próprios envolvidos e posteriormente compartilhada em redes sociais e aplicativos de mensagens. Nas gravações, os suspeitos aparecem procurando pessoas que seriam associadas a uma organização criminosa rival e fazendo referências ao grupo ao qual afirmavam pertencer.
De acordo com as investigações, a ação teria sido utilizada como demonstração de força e intimidação. Os policiais civis reuniram elementos que permitiram apontar indícios de participação dos três presos na estrutura de apoio e logística relacionada ao ataque.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil representou pela adoção das medidas cautelares contra os investigados. Os pedidos foram analisados e posteriormente autorizados pelo Poder Judiciário.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão. A operação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que participou do cumprimento das determinações judiciais.
O nome Cavalo de Troia foi escolhido em referência à estratégia utilizada para entrar na residência. Segundo a investigação, os criminosos teriam chegado ao imóvel gritando “Polícia” e se passando por agentes de segurança, com o objetivo de diminuir a reação dos moradores e conseguir acesso ao local.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam. O objetivo é identificar outros possíveis participantes e analisar o material apreendido para esclarecer todas as etapas do crime, incluindo planejamento, execução, transporte, apoio, logística e fuga.
A operação faz parte de uma ação nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A iniciativa reúne unidades especializadas das Polícias Civis de diferentes estados para fortalecer o combate integrado às organizações criminosas. Informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.
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