Polícia
por José Nilton Jr.
Publicado em 29/10/2025, às 15h36
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), juntamente com a Receita Federal do Brasil, desmantelou um laboratório clandestino que funcionava dentro de uma galeria no bairro de Petrópolis, na zona Leste da capital potiguar. O local em questão operava sob a fachada de uma loja de acessórios para celular, porém, era usado para manipular e reenvasar medicamentos de maneira ilegal.
A investigação teve início após a Receita Federal identificar uma encomenda suspeita contendo produtos que não tinham a origem declarada. Com autorização judicial, a carga foi liberada e monitorada até o seu destino final, um endereço que fica na Rua Seridó.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), juntamente com a Receita Federal do Brasil, desmantelou um laboratório clandestino de medicamentos que funcionava dentro de uma galeria no bairro de Petrópolis, na zona Leste da capital potiguar. pic.twitter.com/AWa3IeEphV
— BNews Natal (@BnewsNatal) October 29, 2025
Chegando no local, os agentes flagraram o responsável pelo recebimento do material e descobriram que o espaço escondia um verdadeiro centro de falsificação farmacêutica. A ação aconteceu na última terça-feira (28).
Durante a vistoria, os agentes ligados à Divisão Especializada em Combate ao Crime Organizado (DEICOR) e da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC) encontraram seis sacos plásticos com 56 frascos de Tirzepatida, que é princípio ativo do medicamento Mounjaro.
O produto não tinha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de ser de procedência desconhecida.
O local estava repleto de materiais usados na manipulação de produtos: seringas, canetas aplicadoras, frascos reutilizados, caixas de isopor e fitas adesivas com a inscrição “CUIDADO FRÁGIL”, em imitação a embalagens legítimas de medicamentos.
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Além disso, os produtos eram armazenados sem refrigeração, expostos a variações de temperatura que comprometem completamente sua eficácia. De acordo com as autoridades, o esquema colocava em risco direto a saúde pública, podendo causar reações graves e até morte em consumidores.
O homem que foi identificado como o dono do estabelecimento foi preso em flagrante por crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produtos terapêuticos, conforme o artigo 273 do Código Penal.
Ele também será investigado por falsidade ideológica, por supostamente usar documentos de terceiros para operar a atividade ilegal.
No carro do suspeito, estacionado em frente ao local, foram apreendidos R$ 46 mil em espécie, contratos de locação de veículos, celulares e máquinas de pagamento.
Já na manhã desta quarta-feira (29), uma mulher foi presa por envolvimento direto no esquema, após novas diligências conduzidas pela Polícia Civil e pela Receita Federal. Ela é apontada como responsável pela venda e distribuição dos medicamentos adulterados.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva e o compartilhamento das provas com outras divisões da corporação e com o Ministério Público, para rastrear possíveis integrantes da rede criminosa.
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