Polícia
Os turistas que visitavam o Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20), viveram momentos de tensão, susto e terror, durante uma operação policial realizada contra lideranças de organização criminosa do sul da Bahia.
Cerca de 200 turistas ficam presos no topo do Morro do Vidigal por conta de um tiroteio. Eles se assustaram com a ação policial e tiveram de aguardar entre três e quatro horas para descer do local.
Os guias turísticos e policiais orientaram os turistas, que aguardavam para ver o nascer do sol, a não descerem, por questões de segurança.
Durante a operação, turistas que haviam subido o morro para ver o dia nascer ficaram presos no topo. "Somos de Portugal, na Europa, não temos essas operações", disse um turista português à Globonews.
Guias turísticos acompanharam a descida e relataram a tensão no local. "Íamos sempre devagarinho para obter informações, para não haver nenhum problema. Por isso, nesse aspecto, trouxe-nos segurança e não houve tanto pânico e as pessoas foram acalmando até chegarmos embaixo. Demoramos cerca de três, quatro horas para descer", seguiu o homem.
A ação integrada é do Ministério Público da Bahia (MPBA), Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e Polícias Civis baiana e carioca. Os alvos da operação estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro.
Durante a ação, foi presa uma da principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho. A mulher é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio.
Segundo o MPBA, também foi preso um homem em flagrante armado com um fuzil, que foi apreendido, juntamente com drogas.
Uma outra turista disse que visitava o Rio de Janeiro pela segunda vez. "A primeira vez que isso (uma operação policial) acontece também. Estou com medo", disse a italiana. "No princípio, a gente não estava entendendo o que estava acontecendo. Eu achei que era barulho, mas aí a gente entendeu o que estava acontecendo", relatou à reportagem da Globonews.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro ainda informou que a ação aconteceu com rigor técnico e baseado em trabalhos de inteligência, "por isso não houve registro de feridos", disse a instituição.
Quando a polícia chegou, narcotraficantes atacaram os agentes. Além dos presos, foram apreendidos um fuzil, uma espingarda, uma pistola, munições, rádios transmissores e aparelhos celulares, além de grande quantidade de drogas.
A operação é resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação e monitoramento do MPBA e as forças de segurança pública da Bahia e do Rio de Janeiro, cujo objetivo é a captura de 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, e que se encontram desde então no Rio de Janeiro, sob a proteção do Comando Vermelho.
As investigações apontam ainda que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. O monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos.
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