Polícia
Um homem de 27 anos foi preso em Taubaté, São Paulo, por suspeita de gravar crianças em locais públicos para vender as imagens a uma rede internacional de exploração sexual infantil, durante a Operação Argos da Polícia Civil.
As investigações começaram após denúncias e análise de câmeras de segurança, revelando que o suspeito seguia e filmava crianças em shoppings e supermercados, além de possuir material relacionado à exploração sexual infantil em seu celular.
A polícia apreendeu o celular do suspeito, que resistiu à prisão, e agora o conteúdo será analisado para identificar outros envolvidos na rede de pedofilia, indicando que as investigações ainda estão em andamento.
A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (06), um homem de 27 anos suspeito de registrar imagens de crianças em supermercados e shoppings no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, para comercialização ilegal no exterior. De acordo com as investigações, o material seria vendido para integrantes de uma rede internacional voltada à exploração sexual de menores.
A prisão ocorreu durante a Operação Argos, conduzida pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Taubaté. O caso começou a ser apurado após denúncias e análise de imagens de câmeras de segurança que mostraram o suspeito seguindo e filmando uma criança dentro de um shopping da região.
Com base nas evidências reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado. Durante a ação policial, o homem foi localizado com o celular utilizado para registrar os vídeos e acabou preso em flagrante. Segundo os agentes, ele chegou a resistir à abordagem.
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Material apreendido
No aparelho celular apreendido, os investigadores encontraram grande quantidade de material relacionado à exploração sexual infantil, além de diversas gravações feitas em locais públicos, como shoppings, supermercados, farmácias e ruas das cidades de Taubaté e Pindamonhangaba.
Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que vendia os vídeos para integrantes de uma rede de pedofilia que atua no Brasil e também no exterior. Entre os arquivos encontrados, havia ainda registros de mulheres adultas filmadas sem autorização em situações cotidianas, material que também seria comercializado de forma ilegal.
Segundo a polícia, a prisão representa apenas uma etapa inicial das investigações. O conteúdo apreendido passará por análise detalhada e poderá contribuir para identificar outros envolvidos na produção, compra ou distribuição dos vídeos.
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