Polícia
Um piloto foi preso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, durante um voo em que o senador Styvenson Valentim estava presente, suspeito de integrar uma rede de exploração sexual infantil. A prisão ocorreu antes da decolagem e foi registrada em vídeo pelo parlamentar, que ironizou a situação nas redes sociais.
Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, é acusado de chefiar uma organização criminosa que atua na exploração sexual de crianças e adolescentes, com investigações apontando que o esquema existe há pelo menos oito anos. Até agora, três vítimas foram identificadas, com idades entre 11 e 15 anos, e uma mulher de 55 anos também foi presa por facilitar os crimes.
A Polícia Civil de São Paulo está executando mandados de busca e apreensão relacionados ao caso e a Latam, companhia aérea do piloto, afirmou que está colaborando com as investigações. O inquérito, iniciado em outubro de 2025, ainda investiga a morte de uma das vítimas, que é tratada como suspeita.
O senador Styvenson Valentim (PSDB-RN) estava no mesmo voo em que ocorreu a prisão de um piloto suspeito de integrar uma rede criminosa de exploração sexual infantil, na manhã desta segunda-feira (9), no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. A ação policial aconteceu durante os procedimentos de embarque da aeronave.
O parlamentar registrou o momento em vídeo e publicou as imagens nas redes sociais, relatando a presença de policiais federais dentro do avião. Na legenda, Styvenson ironizou a situação e levantou hipóteses sobre o motivo da abordagem, entre elas a prisão de um pedófilo a bordo.
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Pouco tempo depois, confirmou-se que a ação mostrada pelo senador se tratava da prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, detido dentro da aeronave antes da decolagem.
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Piloto é acusado de chefiar rede de exploração sexual infantil
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Sérgio Antônio Lopes é investigado por integrar uma “rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes”. A prisão temporária foi realizada pela Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Em coletiva, a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, afirmou que o investigado mantinha contato direto com algumas das vítimas. Segundo ela, quando havia contato físico, os abusos eram consumados. Ainda conforme a polícia, o piloto utilizava documentos falsos para levar crianças a motéis.
As investigações apontam que o esquema funcionava há pelo menos oito anos. Até o momento, três vítimas foram identificadas, com idades entre 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Uma mulher de 55 anos também foi presa, suspeita de facilitar os crimes envolvendo três meninas de 10, 12 e 14 anos.
Além das prisões, a Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, em endereços localizados na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana.
Em nota, a Latam informou que o piloto foi preso durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro. A companhia afirmou que o voo ocorreu normalmente, dentro do horário previsto, e que abriu apuração interna, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O inquérito policial teve início em outubro de 2025 e segue em andamento. A morte de uma das vítimas ligadas à investigação também é apurada, com a polícia trabalhando com a hipótese de infarto, embora o caso ainda seja tratado como suspeito.
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