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Professor é demitido após associar aluno negro a chimpanzé em sala de aula em Maceió

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Um professor de matemática foi demitido após associar a imagem de um chimpanzé a um aluno negro durante uma aula em Maceió  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 05/03/2026, às 17h22



Um professor de matemática foi demitido após associar a imagem de um chimpanzé a um aluno negro durante uma aula em Maceió, gerando uma investigação por injúria racial. O caso, registrado pela família do estudante, destaca a necessidade de ações contra discriminação nas escolas.

O incidente ocorreu em fevereiro, quando o professor fez a comparação em sala de aula, causando constrangimento ao aluno, que voltou para casa chorando. A denúncia levou a Polícia Civil a instaurar um inquérito para apurar a situação.

O Colégio Fantástico repudiou a atitude do professor e tomou medidas imediatas, incluindo sua demissão e o oferecimento de suporte psicológico ao aluno e sua família. A escola se comprometeu a colaborar com as investigações em andamento.

Resumo gerado por IA

Um professor de matemática, de 45 anos, foi demitido de um colégio particular após associar a imagem de um chimpanzé a um aluno negro de 13 anos durante uma aula, em Maceió. O caso aconteceu no bairro Benedito Bentes e passou a ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL) após denúncia feita pela família do estudante.

A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (04). O pai do adolescente procurou a Delegacia de Vulneráveis para relatar o episódio. A partir do registro, a corporação instaurou um inquérito policial para apurar a suspeita de injúria racial e discriminação.

Segundo o relato da família à polícia, o episódio ocorreu no dia 12 de fevereiro dentro da sala de aula. Um colega teria mostrado um caderno com a imagem de um macaco e questionado com quem o animal se parecia. Na sequência, o professor apontou para o estudante e afirmou que a figura era semelhante a ele, provocando risos entre os alunos presentes.

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Investigação e medidas da escola

De acordo com o depoimento do pai, o adolescente ficou profundamente constrangido com a situação e chegou em casa chorando após o término das aulas. Diante do ocorrido, a família decidiu registrar a denúncia para que o caso fosse investigado pelas autoridades.

A delegada Rebecca Cordeiro, responsável pela investigação na Delegacia de Vulneráveis, conduz o inquérito instaurado pela Polícia Civil. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar se houve prática de crime de injúria racial.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Colégio Fantástico informou que repudia qualquer forma de racismo, discriminação ou preconceito. A instituição afirmou que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento do caso e confirmou a demissão do professor envolvido.

A escola também declarou que está oferecendo acompanhamento ao estudante e à família por meio das equipes pedagógica e psicossocial. O Conselho Tutelar acompanha a situação, enquanto a direção da unidade de ensino afirmou estar à disposição para colaborar com as investigações policiais.

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