Polícia
Publicado em 29/10/2025, às 10h08 Sammara Bezerra
Durante a operação mais letal já registrada no Rio de Janeiro, duas imagens emocionaram o país: a de um policial carregando um colega ferido e a de outro chorando ao telefone, sentado na calçada, após horas de confronto intenso.
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A ação, que mobilizou 2.500 policiais civis e militares, teve como objetivo capturar líderes do Comando Vermelho (CV) e conter o avanço da facção na capital fluminense. O saldo até o momento é de 64 mortos, incluindo quatro policiais, além de 81 prisões registradas nesta terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte.
De acordo com o Palácio Guanabara, a ofensiva faz parte da Operação Contenção, uma força permanente de combate ao crime organizado.
A polícia relatou ainda que criminosos utilizaram drones equipados com explosivos e tentaram escapar em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena que lembrou a histórica ocupação do Alemão, em 2010.
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Os corpos dos quatro policiais mortos durante a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, contra criminosos do Comando Vermelho (CV), serão velados e enterrados nesta quarta-feira (29). Dois dos agentes eram policiais civis, e os outros dois, militares. Conforme o governador Cláudio Castro (PL), todos serão promovidos postumamente.
Na noite de terça-feira (28), seis corpos foram encontrados em uma área de mata. Eles ainda não foram incluídos no balanço oficial de 64 mortos, número que pode aumentar. Ao todo, 81 pessoas foram presas e 15 agentes ficaram feridos durante a ação.
Os quatro policiais mortos são Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos; Rodrigo Velloso Cabral, de 34; Cleiton Serafim Gonçalves, de 42; e Heber Carvalho da Fonseca, de 39.
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