Polícia

Policiais penais frustram tentativa de fuga em penitenciária na Grande Natal

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A rápida ação dos policiais penais evitou a fuga de dois detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga em Nísia Floresta.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 25/04/2026, às 09h01



Uma ação rápida dos policiais penais evitou a fuga de dois detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A tentativa de escape ocorreu por volta das 21h28 desta sexta-feira (24) e mobilizou o plano de contingência da unidade prisional.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), a movimentação foi detectada em tempo real pelos operadores do sistema de videomonitoramento. Os internos conseguiram sair da cela através da área de ventilação, mas foram interceptados pelas equipes de intervenção antes que pudessem ultrapassar o perímetro interno do presídio.

Contenção e procedimentos

Durante a interceptação, os policiais utilizaram instrumentos de menor potencial ofensivo e realizaram disparos de advertência para conter os presos e garantir a segurança das equipes. Após a captura, foi realizada uma contagem extraordinária em todos os pavilhões para confirmar que não havia outros detentos fora das celas.

A direção da unidade informou que os internos envolvidos responderão a um procedimento administrativo disciplinar e poderão ter a pena agravada pela tentativa de fuga. O reforço de equipes especializadas foi mantido na unidade durante toda a madrugada deste sábado.

Histórico e procedimentos

O Rogério Coutinho Madruga, historicamente conhecido como o antigo "Pavilhão 5" de Alcaçuz, abriga presos considerados de alta periculosidade, muitos deles ligados a facções criminosas. Por ser uma unidade de regime fechado e rígido, qualquer tentativa de violação da estrutura é tratada com extrema prioridade pela SEAP.

A direção da penitenciária confirmou que um procedimento administrativo disciplinar foi instaurado. Além das sanções internas, como o isolamento e a perda de benefícios, os detentos devem responder criminalmente por dano ao patrimônio público. Uma perícia técnica foi solicitada para avaliar a fragilidade no duto de ventilação utilizado pelos presos, visando reparos imediatos para evitar novas ocorrências.

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