Polícia
A corretora Daiane Alves dos Santos foi assassinada com um tiro na cabeça dentro do condomínio onde morava em Caldas Novas, e o principal suspeito, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime, resultando em sua prisão.
O conflito pela administração de imóveis, que antes era gerida pelo síndico e passou a ser controlada por Daiane, é apontado como a motivação do assassinato, que ocorreu após a corretora ser vista pela última vez em um elevador do prédio.
O corpo de Daiane foi encontrado após mais de 40 dias de buscas, e a polícia investiga as circunstâncias do crime, que levanta preocupações sobre a segurança em condomínios, especialmente em locais monitorados.
A investigação sobre o desaparecimento da corretora Daiane Alves dos Santos ganhou contornos definitivos após a conclusão da perícia: ela foi morta com um disparo na cabeça dentro do próprio condomínio onde morava, em Caldas Novas.
O principal suspeito, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, está preso e confessou o assassinato. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido, acusado de atrapalhar as investigações.
O corpo da corretora foi localizado após mais de 40 dias de buscas, já em avançado estado de decomposição.
A identificação oficial só foi possível por meio da extração de material genético da arcada dentária.
Desavença por administração de imóveis é apontada como motivação
Em depoimento, o síndico relatou que a motivação do crime estaria ligada a conflitos com a vítima.
Daiane havia se mudado recentemente para o prédio e assumido a gestão de seis apartamentos pertencentes à própria família. Antes disso, a administração desses imóveis era feita pelo próprio suspeito. A mudança na gestão teria gerado desentendimentos diretos entre os dois.
Esse ponto turbulento entre a corretora e o síndico do prédio chamou a atenção dos investigadores e deu início ao histórico de conflitos judiciais entre os dois.
Segundo a defesa da família de Daiane, ela possuía 12 processos judiciais contra Cléber Rosa de Oliveira, nas esferas cível e criminal:
• 11 ações ainda tramitam na Justiça
• 1 processo já foi arquivado com sentença favorável à corretora
Essa questão passou a ser considerada um elemento relevante dentro da linha investigativa adotada pela Polícia Civil.
O último registro com vida dentro do elevador
No dia 17 de dezembro, Daiane foi vista pela última vez entrando no elevador do condomínio para descer ao subsolo. Ela iria verificar o motivo do corte de energia no próprio apartamento.
As imagens do circuito interno mostram a corretora olhando para a câmera e filmando com o celular, em um comportamento que, para os investigadores, indica que ela já desconfiava de algo anormal naquele momento. Segundo a polícia, foi nesse intervalo que o crime ocorreu.
As gravações mostram a sequência dos últimos momentos em que a corretora foi vista:
• Daiane passa pela portaria para falar com o porteiro
• Retorna ao elevador e desce para o subsolo
• Envia um vídeo para uma amiga informando que a energia do apartamento havia sido desligada
• Às 18h57, aparece entrando no elevador enquanto grava o vídeo
• Dentro da cabine, encontra um homem e explica que iria ao subsolo verificar a energia
• Ambos descem às 18h58
• Dois minutos depois, Daiane retorna sozinha ao elevador
• Em seguida, desce novamente ao subsolo e não é mais vista
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