Polícia
por Lavínia Manso
Publicado em 23/07/2026, às 10h45
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Vista Encoberta para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos federais, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro envolvendo a construção de um mirante em Patu, no Rio Grande do Norte. A ação apura possíveis irregularidades em um contrato de repasse de R$ 980 mil, enquanto a obra permanece inacabada mesmo após o prazo inicialmente previsto para a conclusão.
A operação foi deflagrada pela PF a partir de uma investigação que identificou indícios de problemas na execução do contrato. Nesta quinta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços no município de Patu.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). A apuração busca reunir novos elementos sobre a aplicação dos recursos públicos e a possível participação dos investigados nas irregularidades.
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De acordo com as investigações, a empresa responsável pelo contrato não apresentava estrutura operacional compatível com o porte do serviço contratado. O empreendimento, que deveria ter sido concluído em poucos meses, segue sem finalização.
A PF também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas durante a análise do inquérito. Entre os indícios estão o possível fracionamento de saques e operações que teriam sido utilizadas para ocultar a origem e a destinação dos recursos públicos.
As suspeitas levantadas apontam para um possível esquema envolvendo o desvio de valores destinados à construção do mirante. A investigação continua para esclarecer a extensão das irregularidades e identificar o destino dos recursos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de peculato, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Operação Vista Encoberta segue com o objetivo de aprofundar a apuração sobre a execução do contrato e as movimentações financeiras identificadas.
A ação foi deflagrada no município de Patu, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Os materiais apreendidos durante o cumprimento das ordens judiciais deverão ser analisados para auxiliar na continuidade das investigações.
A PF não informou, até o momento, o número de pessoas investigadas nem detalhou os nomes dos alvos da operação.
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