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Polícia combate esquema de fraudes por PIX no RN; suspeito investigado chegou a receber 66 transferências em 4 minutos

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A Operação Citrus visa desarticular fraudes via PIX no Rio Grande do Norte, com apreensões significativas  |   BNews RN - Divulgação PF
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 26/02/2026, às 12h48



A Polícia Federal deflagrou a Operação Citrus no Rio Grande do Norte para combater fraudes bancárias eletrônicas, resultando na apreensão de um celular, uma máquina de pagamentos e substâncias sintéticas em um imóvel investigado.

A investigação revelou que o suspeito recebeu 66 transferências em apenas quatro minutos, utilizando a técnica de pulverização para dificultar o rastreamento dos valores subtraídos de correntistas de uma instituição financeira pública.

O investigado poderá enfrentar acusações de furto qualificado mediante fraude eletrônica, enquanto novas regras do PIX, implementadas pelo Banco Central, visam melhorar a devolução de valores em casos de golpes, permitindo bloqueios em cascata nas contas envolvidas.

Resumo gerado por IA

Em mais uma ação no Rio Grande do Norte, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (26/2), a Operação Citrus, com o objetivo de combater fraudes bancárias eletrônicas praticadas por meio do uso de contas de terceiros para ocultação e para dissimulação de valores ilícitos.

Um mandado de busca e apreensão, expedido pela 14ª Vara Federal de Natal, foi cumprido em um imóvel localizado no município. No local, foram apreendidos um aparelho celular, uma máquina de pagamentos e comprimidos de substância sintética com características de entorpecente.

Segundo a investigação, o suspeito ligado aos crimes recebeu dezenas de transferências bancárias em curto intervalo de tempo, oriundas de fraudes praticadas contra correntistas de instituição financeira pública. 

Em apenas quatro minutos, foram identificadas 66 transferências vinculadas à ação criminosa.

A apuração indicou ainda a utilização da prática conhecida como pulverização, estratégia empregada para fragmentar valores subtraídos de vítimas e distribuí-los entre contas de terceiros, dificultando o rastreamento dos recursos.

O investigado poderá responder pelo crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica e por outros delitos que venham a ser identificados no curso das investigações da PF.

Novas regras do PIX contra golpes

Neste mês de fevereiro as novas regras do PIX entraram em vigor. As mudanças foram determinadas pelo Banco Central do Brasil e têm como foco fortalecer o Mecanismo Especial de Devolução (MED) — ferramenta criada para ajudar vítimas a recuperar dinheiro transferido em golpes.

A principal mudança é que o sistema passa a rastrear automaticamente o caminho do valor transferido.
Antes, o bloqueio ocorria apenas na primeira conta que recebia o Pix. Agora, se o dinheiro for repassado para outras contas — conhecidas como “contas laranjas” — o bloqueio acontece em cascata.

Outra mudança importante é a possibilidade de registrar a ocorrência diretamente no aplicativo do banco, sem depender de atendimento humano. Isso reduz o tempo entre o golpe e o bloqueio dos valores.

Classificação Indicativa: Livre

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