Polícia
Um laudo pericial da Polícia Civil identificou vestígios de sêmen em um lençol recolhido na residência onde um homem teria abusado sexualmente da própria neta, de 6 anos. O caso ocorreu em dezembro de 2025 e ganhou novos detalhes após um relatório policial ser obtido pelo jornalismo da TV Tropical. O suspeito foi atacado com uma pedrada pela própria filha, mãe da criança, e acabou indiciado por estupro de vulnerável.
Segundo o relatório, o episódio ocorreu na madrugada de 3 de dezembro de 2025, quando uma adolescente de 15 anos relatou à mãe que teria flagrado o avô abusando sexualmente da irmã mais nova, de 6 anos.
Ao ser informada sobre a situação, a mulher foi até o quarto, retirou a criança do local e confrontou o pai. Em depoimento à Polícia Civil, ela confessou que atingiu a cabeça do homem com uma pedra.
Após a agressão, o suspeito fugiu da residência. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele correu pela rua, com as mãos na região da barriga e da cabeça, em direção a uma área de mata.
Inicialmente, a mulher acreditou que havia matado o pai e chegou a declarar à polícia que ele estava morto. Dias depois, no entanto, o homem foi localizado com sinais de espancamento em Campina Grande, na Paraíba.
Um dos principais elementos apresentados no relatório é o resultado da análise pericial realizada em um lençol verde recolhido na residência.
“A perícia realizada no lençol verde recolhido na residência apontou a presença de antígeno prostático específico (PSA), constatando vestígios de sêmen”, informa o documento.
O resultado deverá ser utilizado pela defesa da mulher no processo em que ela responde por tentativa de homicídio.
A identificação dos vestígios, isoladamente, não determina a autoria do suposto abuso, mas integra o conjunto de elementos reunidos pela investigação.
Apesar de ter relatado que agiu após tomar conhecimento da suspeita de violência sexual contra a filha, a mulher foi indiciada pela Polícia Civil por tentativa de homicídio.
A defesa sustenta que ela agiu para proteger a criança e pretende utilizar o resultado da perícia para buscar sua absolvição, com base na tese de legítima defesa.
O reconhecimento dessa tese dependerá da análise das circunstâncias do caso pela Justiça.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o avô por estupro de vulnerável, crime previsto para situações de violência sexual contra menores de 14 anos.
O homem já se encontra preso por outro processo criminal. Ele era monitorado por tornozeleira eletrônica em razão de uma condenação relacionada ao tráfico de drogas.
Após descumprir medidas do regime semiaberto, teve o cumprimento da pena transferido para o regime fechado.
Os indiciamentos representam conclusões da investigação policial e não equivalem a condenações judiciais.
Com informações da TV Tropical.
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