“Não podemos nem aumentar o tom, nem diminuir”, diz PM sobre negociação com assaltante em Parnamirim nesta quinta-feira (15). Dois reféns foram libertados após uma tentativa frustrada de assalto a uma casa lotérica no bairro Santos Reis, na manhã desta quinta-feira, e o suspeito acabou detido e levado à delegacia.
A ocorrência foi registrada depois que um homem, armado com uma arma branca, não conseguiu concluir o roubo e passou a manter duas pessoas sob restrição de liberdade dentro do estabelecimento. A situação mobilizou equipes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN).
O suspeito foi contido ainda no local e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foram realizados os procedimentos legais. As vítimas foram resgatadas sem ferimentos, embora uma delas tenha apresentado sinais de mal-estar durante a ação.
Força Tática assume ocorrência e inicia negociação
Segundo a PMRN, equipes da Força Tática do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) foram acionadas após a denúncia de roubo com reféns. Ao chegarem, os policiais confirmaram a gravidade da situação e iniciaram imediatamente o processo de negociação.
Em entrevista, o sargento Santos, um dos policiais envolvidos, relatou que a Guarda Municipal já estava no local e solicitou apoio. A partir disso, os militares passaram a dialogar diretamente com o suspeito, em um momento classificado como crítico.
Durante a negociação, o homem fez uma série de exigências. De acordo com o policial, ele pediu a presença da imprensa e o uso de um colete, solicitações que foram atendidas como forma de ganhar tempo e preservar a integridade dos reféns.
Diálogo firme garante libertação das vítimas
O sargento destacou que a aproximação gradual foi essencial para o desfecho da ocorrência. Segundo ele, o suspeito passou a confiar na conversa, o que levou à liberação das duas vítimas, um homem e uma mulher. A mulher chegou a apresentar sinais de um possível ataque cardíaco, mas não houve registro de ferimentos.
Questionado sobre a motivação do crime, o policial explicou que o objetivo inicial era o assalto à lotérica. Sem sucesso, o suspeito recorreu à tomada de reféns como tentativa de escapar da ação policial.
O militar ressaltou a complexidade emocional desse tipo de ocorrência, afirmando que o policial se coloca no lugar das vítimas e de seus familiares. Para ele, manter o equilíbrio na voz e na postura foi decisivo.
“Não podemos nem aumentar o tom, nem diminuir, mas se manter firme”, afirmou.
BOPE é acionado, mas ação já estava controlada
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) também foi acionado para dar suporte à ocorrência. No entanto, ao chegar ao local, a situação já estava sob controle das equipes que atuaram desde o início.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte reforçou o compromisso com a pronta resposta às ocorrências de alto risco e com a segurança da população, destacando a atuação técnica e cautelosa dos policiais envolvidos na negociação.