Polícia

PF omite mais de 50 celulares do STF em apuração sobre fraude bilionária do Banco Master; saiba detalhes da estratégia

Reprodução internet
Mais de 50 celulares apreendidos pela PF ainda não foram compartilhados com o STF, gerando impasse na investigação sobre fraudes financeiras  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

[email protected]

Publicado em 23/02/2026, às 11h23



A Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025 pela Polícia Federal, investiga um esquema de fraudes bilionárias no mercado de capitais, com foco no Banco Master, envolvendo desvio de ativos e manipulação de mercado.

As investigações foram motivadas por indícios de fabricação e venda de títulos de crédito falsos, levando à prisão de executivos e à apreensão de bens valiosos, enquanto o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

Um impasse institucional persiste, pois a PF não compartilhou com o Supremo Tribunal Federal os dados de 52 celulares apreendidos, que contêm informações sensíveis, embora ministros da Corte não sejam investigados, e novas fases da operação possam ocorrer.

Resumo gerado por IA

A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no mercado de capitais que teria como epicentro o Banco Master.

As suspeitas incluem desvio de ativos, manipulação de mercado e ocultação de prejuízos, segundo a PF e o Banco Central do Brasil.

Mais de três meses após o início das apurações, porém, surgiu um impasse institucional: a PF ainda não teria compartilhado com o Supremo Tribunal Federal o conteúdo de dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos, incluindo 52 celulares.

Relatoria no STF mudou, mas dados não foram enviados

O ministro Dias Toffoli foi relator do caso até 12 de fevereiro de 2026, quando a relatoria passou para André Mendonça. Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, nenhum dos dois recebeu detalhes completos sobre o material apreendido.

Ao mesmo tempo, a PF elaborou um relatório de cerca de 200 páginas sobre supostos contatos de Toffoli com pessoas ligadas ao banco investigado, sem apontar ilícitos. O documento foi rejeitado por ministros do STF, que o consideraram irregular.

STF rejeitou relatório da PF

Em reunião reservada, magistrados entenderam que o documento extrapolava a competência da investigação ao fazer cruzamento de dados envolvendo autoridade com foro privilegiado sem autorização judicial.

A Corte concluiu que o relatório não poderia ser usado no processo e decidiu não aplicar punições ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Investigação mira fraude com créditos falsos

A apuração começou após pedido do Ministério Público Federal, que identificou indícios de fabricação e venda de títulos de crédito falsos por instituições ligadas ao sistema financeiro.

Entre os crimes investigados estão:

possíveis crimes investigados
• gestão fraudulenta
• manipulação de mercado
• organização criminosa
• lavagem de dinheiro
• ocultação de prejuízos financeiros

Segundo a PF, o Banco Master teria vendido carteiras de crédito falsas avaliadas em bilhões de reais. Executivos foram presos e bens de alto valor apreendidos.

Prisões, bens apreendidos e liquidação do banco

Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados em vários estados e presas pessoas ligadas ao banco e a empresas parceiras. Entre os bens apreendidos estavam aeronaves, obras de arte, veículos, relógios e dinheiro em espécie.

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras instituições ligadas ao grupo.

Celulares apreendidos concentram informações sensíveis

Ao todo, 52 celulares foram recolhidos nas duas fases da operação. Parte do material conteria mensagens com políticos, executivos e autoridades. Esse conteúdo ainda não foi totalmente compartilhado com o STF, o que alimenta o impasse institucional.

Relatórios citam ainda nomes de empresários e investidores ligados a fundos de crédito e fintechs, além de operações com empresas como Tirreno e Cartos.

Autoridades não são investigadas

Apesar de citações indiretas em documentos e depoimentos, ministros do STF e dirigentes do Banco Central não aparecem como investigados no processo.

A apuração continua sob sigilo e novas fases da operação não estão descartadas.

Pontos importantes:
• operação: Compliance Zero
• investigação: Polícia Federal e Ministério Público Federal
• órgão relator: Supremo Tribunal Federal
• suspeitas: fraude bilionária no mercado de capitais
• instituição citada: Banco Master

Por que o caso repercute nacionalmente

O escândalo tem impacto direto na credibilidade do sistema financeiro brasileiro e pode afetar investidores em todo o país — inclusive no Rio Grande do Norte, onde muitos fundos e aplicações de renda fixa são distribuídos por bancos e corretoras nacionais.

Esse caso é importante porque envolve:

  • confiança no sistema financeiro
  • atuação de órgãos reguladores
  • impacto em investidores comuns

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating