Polícia

PF desarticula rede de abuso infantil e prende suspeito de explorar mães e filhas no RN

Reprodução/Assessoria PF
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Saman para investigar crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes em várias regiões  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria PF
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 15/10/2025, às 13h32



A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a segunda fase da Operação Saman para investigar crimes de armazenamento e compartilhamento de material relacionado a abuso sexual infantojuvenil.

A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em cidades do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, incluindo Baraúnas, Alhandra, Pitimbu, Acaraú e Paracuru.

As investigações revelaram que o principal suspeito se aproximava de mulheres em situação de vulnerabilidade social para ter acesso às filhas pequenas. Pelo menos oito meninas podem ter sido vítimas do esquema, e cinco delas já foram identificadas.

Aliciamento e manipulação virtual

De acordo com a PF, o investigado usava diversas contas nas redes para aliciar menores e induzi-las à produção de imagens de conteúdo ilícito.

Em alguns casos, as mães das vítimas facilitaram o contato com o suspeito e chegaram a enviar fotos das crianças em troca de ajuda financeira.

As autoridades alertam que esse tipo de crime é cada vez mais complexo e se aproveita de vulnerabilidades sociais e emocionais.

O material apreendido será periciado para identificar novos envolvidos e possíveis vítimas ainda não localizadas.

Reprodução/Assessoria PF

Termos e cuidados na prevenção

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia infantil”, especialistas e organismos internacionais recomendam a expressão “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual infantojuvenil”.

Essa mudança de terminologia busca ressaltar a gravidade e o caráter violento desses crimes.

A PF reforça a importância de os pais e responsáveis acompanharem de perto as atividades on-line dos filhos e conversarem abertamente sobre os riscos do ambiente virtual.

Orientar o uso de redes sociais, observar mudanças de comportamento e estimular o diálogo são atitudes essenciais para prevenir casos de abuso. A informação, segundo o órgão, continua sendo uma das ferramentas mais eficazes na proteção de crianças e adolescentes.

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