Polícia
por Lavínia Manso
Publicado em 27/08/2026, às 10h29
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Leviatã II, em Mossoró, na região Oeste do estado, para combater a expansão do Comando Vermelho na região. A ofensiva resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão, com apoio das Polícias Militar e Penal.
Mais de 60 agentes participaram da ação, entre um promotor de Justiça, 11 servidores do Ministério Público, 53 policiais militares e quatro policiais penais. As medidas judiciais tiveram como alvo suspeitos de integrar uma estrutura da facção criminosa.
Segundo as investigações, o grupo estaria tentando ampliar de forma coordenada o domínio territorial em Mossoró e Baraúna. A intenção seria ocupar áreas controladas por grupos rivais e assumir o controle de rotas utilizadas para o tráfico de drogas.
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O Ministério Público aponta que a localização de Mossoró e Baraúna favorece a entrada de armas e drogas provenientes de outros estados. A disputa entre organizações criminosas pelo controle desses territórios também é relacionada pelo órgão ao aumento dos registros de mortes violentas em Mossoró.
As investigações identificaram uma célula do Comando Vermelho com atuação nos bairros Alameda, Planalto 13 de Maio e Alto de São Manoel. Conforme o Ministério Público, os integrantes possuíam funções distintas dentro da estrutura criminosa.
Os suspeitos utilizariam aplicativos de mensagens para planejar ações criminosas e administrar atividades ilegais. Em conversas analisadas pelos investigadores, integrantes negociavam a compra e a venda de drogas, além de discutir outros assuntos relacionados ao funcionamento do grupo.
As conversas também indicaram a criação de uma arrecadação financeira para formar um fundo destinado à facção. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), os integrantes ainda discutiam a posse e a circulação de armas de fogo.
Outro ponto identificado durante a investigação foi o monitoramento da movimentação das forças de segurança. Os suspeitos acompanhavam informações sobre a presença de viaturas policiais na região, segundo os dados obtidos pelo Ministério Público.
Para o Ministério Público, as prisões são necessárias para interromper as atividades da organização criminosa e tentar conter a violência associada à disputa territorial.
O material recolhido durante a Operação Leviatã II será submetido a perícia. A análise dos objetos e informações apreendidos poderá fornecer novos elementos para a investigação e ajudar na identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
A operação representa uma nova etapa das ações de combate à atuação do Comando Vermelho na região Oeste do Rio Grande do Norte. As investigações devem continuar após o cumprimento das medidas judiciais, com foco na estrutura e nas atividades atribuídas ao grupo.
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